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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

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OPERAÇÃO EM CUIABÁ

Justiça bloqueia bens e imóveis de advogado e comparsas que teriam movimentado R$ 300 milhões em lavagem do tráfico

Foto: Reprodução

Justiça bloqueia bens e imóveis de advogado e comparsas que teriam movimentado R$ 300 milhões em lavagem do tráfico
O Núcleo do Juízo de Garantias de Cuiabá ordenou o bloqueio de R$ 41,2 milhões, além do sequestro de imóveis e veículos, em face do advogado Rodrigo da Costa Ribeiro, preso nesta quarta-feira (3) como principal alvo da Operação Efetá, que combate esquema milionário de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas e a integração a organização criminosa. Um dos investigados teria movimentado quase R$ 300 milhões pelas fraudes.


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Rodrigo foi detido nesta manhã no condomínio de luxo na capital, Brasil Beach Resort, por ser flagrado com munições e uma arma de fogo. Ele deverá ser submetido a audiência de custódia ainda hoje ou nesta quinta.
Apenas um dos investigados movimentou R$ 295.087.462,24 entre créditos e débitos, conforme levantamento técnico.

Ao todo, o juízo expediu ordens para o cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão domiciliar, 40 medidas cautelares diversas de prisão, 40 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas, 19 bloqueios de contas bancárias de pessoas jurídicas — até o limite de R$ 41,2 milhões — além do sequestro de imóveis e 15 veículos automotores.

Inicialmente, contra o suspeito seriam cumpridos apenas mandados de busca, bloqueio de bens e bloqueio bancário, porém ele acabou preso em flagrante por conta do armamento encontrado.

As investigações da Denarc apontam que o advogado fazia parte de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo diversos integrantes da organização criminosa, incluindo familiares dos alvos, que movimentavam valores expressivos por meio de contas próprias, sem qualquer lastro documental ou origem lícita comprovada.

Parte dos recursos era fracionada em pequenas quantias e circulava entre contas de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de ocultar e dissimular a verdadeira origem do dinheiro.
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