A pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), foi realizado novo exame de necropsia no corpo da advogada Viviane Fidélis. A data do procedimento não foi informada e o laudo com o resultado ainda está em elaboração. O documento deverá ser enviado ao MP - autor do pedido -, e está dentro do prazo para a entrega.
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A necropsia é realizada em casos de morte violenta (acidentes, homicídios, suicídios) ou suspeita, e, geralmente, é solicitada pela autoridade policial. Ela também pode ser feita em mortes naturais quando a causa não é clara ou para fins de pesquisa científica.
A morte de Viviane, registrada no dia 17 de setembro deste ano em um apartamento de luxo em Cuiabá, foi inicialmente tratada como suicídio. Contudo, a família da advogada contesta essa versão e vem cobrando uma nova posição da investigação, alegando que Viviane foi, na verdade, vítima de feminicídio cometido pelo ex-namorado.
Conforme denunciado pela família de Viviane, a vítima vivia um relacionamento conturbado com o suspeito e relatou, tanto na entrevista ao Domingo Espetacular quanto nas redes sociais, que o suspeito já teve diversos episódios de ciúmes e chegou até mesmo a empurrar a vítima em uma ocasião.
Outra suspeita levantada pela família é de que o ex de Viviane entrou no apartamento e moveu o corpo da vítima antes das autoridades chegarem. Em um dos últimos contatos do homem com a família de Viviane, o rapaz relatou que a vítima não aceitava o término do namoro e por isso teria tirado a própria vida.
Além de ainda não ter sido ouvido pelas autoridades, o ex de Viviane ainda não procurou a família da vítima desde o dia que a advogada foi achada morta.
O caso continua a ser investigado em segredo de Justiça.
Inquérito em curso
A Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) autuou o caso inicialmente como "Morte a Esclarecer".
Segundo o delegado Marcelo Carvalho, a investigação foi iniciada com base em indícios coletados no local que, a princípio, apontavam para suicídio. No entanto, após a oitiva da genitora da vítima, surgiram "pontos divergentes da forma como ocorreu os fatos".
Diante das novas informações, o delegado resolveu instaurar o inquérito para apurar a morte e determinou diligências iniciais.
Entre as providências solicitadas está o envio do celular da vítima para perícia, a coleta de imagens de câmeras de segurança e a oitiva de possíveis testemunhas. O caso agora é investigado com o foco em esclarecer a causa da morte.