A juíza Alethea Assunção Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou o ex-assessor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e braço direito do ex-presidente da ALMT, José Riva, Geraldo Lauro, e três contadores por desvio de cerca de R$ 800 mil dos cofres públicos entre os anos de 2000 e 2002.
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Além de Geraldo Lauro, os contadores José Quirino Pereira, Joel Quirino Pereira e Nilson Roberto Teixeira também foram condenados. As sentenças somadas para os quatro ultrapassam 39 anos de prisão.
O esquema criminoso foi descoberto na Operação "Arca de Noé" e envolvia empresas fantasmas e tinha como objetivo desviar recursos para financiar gastos pessoais e campanhas eleitorais.
Uma testemunha auditora do Estado afirmou ter trabalhado na seleção e classificação dos cheques emitidos pela Assembleia Legislativa, constatando que a empresa F. R. da Silva Comércio – ME estava entre as beneficiárias dos pagamentos, totalizando R$ 800.594,00 entre os anos de 2000 e 2002.
Relatou que os maiores recebedores dos recursos estavam todos vinculados ao ramo de atuação da Confiança Factoring.
Outra testemunha afirmou que contratou os réus Quirino para abrir sua empresa. Contudo, posteriormente, foi informado de que constava como credor de mais de R$ 600.000,00 em cheques da Assembleia Legislativa, nominais à empresa Baronia Publicidade, a qual, segundo ele, jamais constituiu.
Acrescentou que, durante a ação cível correspondente, verificou-se que a assinatura lançada nos cheques destinados à referida empresa não era de sua autoria.
Segundo José Riva, ex-presidente ALMT, Nilson Teixeira era um dos mentores responsável por organizar e financiar a abertura das empresas fictícias. Os irmãos Joel e José Quirino eram encarregados da manutenção e gestão das pessoas jurídicas.
Ele disse que a empresa F. R. da Silva Comércio – ME integrava o esquema, atuando com o mesmo modus operandi das demais, e que os recursos eram utilizados para quitar dívidas com a Confiança Factoring, de propriedade do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, bem como para custear assuntos pessoais e campanhas políticas
Confira as penas
- Geraldo Lauro foi condenado a 11 anos e 16 dias de reclusão em regime fechado;
- José Quirino Pereira foi condenado a 9 anos e 6 meses em regime fechado;
- Joel Quirino Pereira foi condenado a 9 anos e 6 meses em regime fechado;
- Nilson Teixeira foi condenado a 9 anos e 6 meses