Auxiliar da presidência; especialista em combate à corrupção política e improbidade; autoridade no combate ao crime organizado; expert em casos agrários como conflitos de terras de alta complexidade; e coordenadora de grupo de luta contra a violência contra a mulher: juízas que disputarão a de desembargador aberta pela aposentadoria de Sebastião Moraes Filho, que deixou ao completar 75 anos, já se inscreveram para o concurso. As matrículas foram abertas às 12h da última sexta (28) e se encerraram às 19h desta terça (2).
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A cadeira de Moraes será destinada exclusivamente às mulheres, que disputarão pelo critério de merecimento. Após as inscrições das juízas, o Pleno vai marcar uma sessão administrativa em cada processo de escolha e avaliar cada candidata, levando em consideração a produtividade, reputação ilibada, capacidade técnica, formação e aperfeiçoamento. A mais votada obtém a promoção e ascende como desembargadora.
Se inscreveram Ana Cristina Mendes, Amini Hadad Campos, Célia Regina Vidotti, Angela Regina Gimenez, Adriana Sant Anna Coningham, Tatiane Colombo, Gabriela Carina Knaul, Monica Perri, Maria Farias Pinto, Milene Aparecida Beltramini, Eulice Jaqueline Cherulli e Ester Belém Nunes, Gleidi Bispo Santos, Christiane da Costa Marques Neves.
Em setembro, a juíza Carina Gabriela Knaul de Albuquerque e Silva, que já atuou no Juizado Especial da Fazenda Pública e no Núcleo de Justiça Digital da Saúde Pública de Cuiabá, foi nomeada como auxiliar da presidência, o que lhe colocou em proximidade com os desembargadores.
Por anos atuando como titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em casos do crime organizado, inclusive de políticos, a juíza Ana Cristina Silva Mendes, esposa do coronel Alexandre Correa Mendes, atualmente é lotada na 4ª Vara Cível da capital. Este não será o primeiro concurso que ela disputa, já tendo sido cotada em outras oportunidades e recebendo expressiva votação dos magistrados.
Especialista em improbidade administrativa, que julga casos de crimes cometidos por agentes públicos, como esquemas de corrupção e desvio arquitetados por políticos, Celia Regina Vidotti também é cotada e já apareceu bem votada em outras disputas.
Ex-auxiliar da presidência, a juíza Adriana Coningham é atualmente expert em casos complexos fundiários em Mato Grosso, atuando na titularidade da 2ª Vara Cível de Cuiabá – que tem a competência de processar e julgar ações que envolvam conflitos agrários coletivos no Estado e possessórios individuais urbanos e rurais da comarca da capital.
Tatiane Colombo, titular da Segunda Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, e integrante da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça (Cemulher), também entra no rol das cotadas, sobretudo diante da sua proximidade com o Tribunal. Desde agosto de 2024, Colombo foi convocada para atuar em julgamentos no 2º Grau.
Sebastião de Moraes se aposentou de forma compulsória, após completar 75 anos. A aposentadoria, concedida pelo presidente do TJ, José Zuquim, foi referendada nesta quinta-feira pelo Órgão Especial nesta quinta-feira (27). Ele deixou o cargo já estando afastado das funções por ser investigado na Operação Sisamnes e alvo de PAD no CNJ, acusado de negociar sentenças com o advogado Roberto Zampieri.