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Quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

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ATENTADO NO SHOPPING POPULAR

Mãe, filho e executor são condenados a 71 anos por assassinato de Nenê Games e vendedor em Cuiabá

Foto: Josi Dias/TJMT

Vanderley Barreiro da Silva (à esquerda), o executor Sílvio Júnior Peixoto (ao centro), e Jocilene Barreiro da Silva (à direita)

Vanderley Barreiro da Silva (à esquerda), o executor Sílvio Júnior Peixoto (ao centro), e Jocilene Barreiro da Silva (à direita)

Jocilene Barreiro da Silva, seu filho Vanderley Barreiro da Silva e o executor Sílvio Júnior Peixoto foram condenados pelo Tribunal do Júri de Cuiabá pelo duplo homicídio ocorrido no Shopping Popular de Cuiabá, em 2023. As penas dos três somam 71 anos e 8 meses de prisão. 


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De acordo com a denúncia do Ministério Público, Jocilene e Vanderley encomendaram o assassinato do lojista Gersino Rosa dos Santos, conhecido como “Nenê Games”. A motivação seria uma vingança pelo homicídio de um familiar deles, ocorrido poucos dias antes.

Um dos projéteis atravessou o corpo da vítima e atingiu o vendedor Cleyton de Oliveira de Souza Paulino, que estava na linha de tiro, provocando sua morte. 

Sílvio Júnior Peixoto (executor) e Vanderley Barreiro da Silva (mandante) foram condenados a 23 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. 

A ré Jocilene Barreiro da Silva também foi condenada como mandante, com pena fixada em 25 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.

O julgamento, presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal, começou na manhã de quarta-feira (12), foi suspenso às 21h40 e concluído na tarde desta quinta-feira (13).

A juíza destacou que a decisão foi tomada pelo voto soberano dos jurados e que as penas foram fixadas de acordo com os critérios do Código Penal e da legislação aplicável aos crimes hediondos. A sentença foi proferida 10 dias antes do crime completar dois anos.

Os réus foram considerados culpados  por duplo homicídio qualificado. As qualificadoras reconhecidas foram: motivo torpe, relacionado à vingança pela morte de um familiar; recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, já que os disparos foram efetuados pelas costas, sem chance de reação; e perigo comum, devido à execução do crime em um ambiente de grande circulação, colocando outras pessoas em risco. As três qualificadoras incidiram de forma idêntica sobre os réus.

A sessão seguiu o rito previsto no Código de Processo Penal: oitiva de testemunhas, interrogatório dos réus, sustentações orais e votação pelos sete jurados.

O caso

No dia do crime, Silvio teria se deslocado de Campo Grande para Cuiabá acompanhado pelos dois acusados. Após receber uma caminhonete S10 dos mandantes, ele seguiu para o Shopping Popular, onde efetuou dois disparos contra Gersino, que estava em seu local de trabalho. 

Um dos tiros também atingiu Cleyton, que era funcionário de um comércio vizinho e se encontrava no local e que morreu na hora. 

Segundo o MP, Silvio aceitou a promessa de pagamento de Vanderley e Josilene  no valor de R$ 10 mil para executar Gersino, tendo recebido R$ 9,9 mil.
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