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Quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

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Tribunal do Júri

"Crime covarde e premeditado", diz promotora sobre mortes no Shopping Popular: "É muito fácil chorar depois"

Foto: Josi Dias/TJMT

Após mais de 10h de julgamento nesta quarta-feira (12), o julgamento dos três acusados pelo duplo homicídio no interior do Shopping Popular de Cuiabá foi retomado nesta quinta-feira (13). Segundo a denúncia do Ministério Público, Jocilene Barreiro da Silva e Vanderley Barreiro da Silva, mãe e filho, teriam encomendado a morte do lojista Gersino Rosa dos Santos, o "Nenê Game" como vingança pelo homicídio de um familiar ocorrido dias antes.


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A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos voltou a iniciar sua réplica dirigindo-se aos jurados e aos familiares das vítimas presentes no plenário.Ela destaca o impacto social e humano do crime, reforçando a tese acusatória. 

“A sociedade não aceita o que aconteceu com seu filho”, afirma, ao mencionar a dor das famílias de Gersino e Cleyton. “Eles morreram sem saber por que morreram. Foram surpreendidos por um pistoleiro contratado para executar uma sentença de morte.”

A promotora diz que o crime foi planejado e praticado de forma covarde, sem possibilidade de defesa das vítimas. Ela reitera que o MP confia na condenação baseada nas provas apresentadas.

É muito fácil chorar”, diz promotora durante réplica. Durante a continuidade da réplica, a promotora Élide Manzini de Campos fez referência direta à motivação alegada pela defesa de Jocilene Barreiro da Silva, destacando que a perda de um familiar não justifica a prática de um homicídio. 

“É muito fácil chorar depois. Mas paixão por matar os outros? Amor mata? Que tipo de amor é esse que leva alguém a tirar a vida do filho dos outros?”, questiona a promotora. Ela reforça aos jurados que a acusada não poderia transformar sua dor em justificativa para um ato de vingança: “Porque eu perdi meu filho, vou matar o filho dos outros? Eu processo e executo uma pena de morte? É isso que esses três fizeram.”

Perigo coletivo e reconhecimento do dolo

A promotora Élide Manzini reforça aos jurados que a ação criminosa colocou em risco todas as pessoas que estavam no Shopping Popular no momento dos disparos, defendendo o reconhecimento do homicídio doloso, inclusive na morte de Cleyton. 

“O perigo se estendeu a todo mundo que estava no Shopping Popular. Deve ser considerado, sim, homicídio doloso. Quem atira em um local como aquele sabe que pode atingir outra pessoa.” Élide ressalta que tanto Gersino quanto Cleyton morreram “sem chance de compreender ou reagir”, e que outras pessoas também poderiam ter sido vitimadas, incluindo crianças.
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