Em sessão do Tribunal do Júri realizada nesta quarta-feira (12) no Fórum de Cuiabá, Sílvio Júnior Peixoto, executor do duplo homicídio ocorrido no Shopping Popular de Cuiabá em 2023, afirmou que pensou em desistir do crime, mas que foi ameaçado de morte por um mandantes, Vanderley Barreiro da Silva, se não levasse o plano adiante.
Leia também:
Em domiciliar, Bolsonaro pede autorização no STF para encontro com José Medeiros
Questionado se havia comunicado claramente a intenção de desistir, Silvio confirma, mas diz que foi ameaçado por Vanderley. “Sim. Todo tempo. Nunca imaginei passar por uma situação dessas. Mas ele disse que se não fizesse, quem ia morrer era eu”, declara.
O julgamento reúne três acusados: a mãe e o filho Jocilene Barreiro da Silva e Vanderley Barreiro da Silva, acusados de encomendar o crime, e Sílvio Júnior Peixoto, executor dos disparos que mataram o lojista Gersino Rosa dos Santos, o “Nene Games”, e o vendedor Cleyton de Oliveira de Souza Paulino.
Sílvio afirmou que havia combinado o homicídio, mas que nunca havia cometido nenhum outro crime, e que o fez por medo.
Ele foi questionado se havia enviado áudios para Vanderley cobrando o pagamento pelo crime, mas respondeu que não se recordava. Ao ser questionado sobre o motivo de um depósito de R$ 7,4 mil feito em sua conta por um terceiro identificado como Arthur, declarou que se tratava do pagamento de uma motocicleta.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de desistência de Sílvio em executar o homicídio, o delegado Nilson Farias, que investigou o caso, afirma que essa hipótese pode ser observada nas imagens de segurança do Shopping Popular. “A movimentação do executor e as pausas registradas no vídeo mostram hesitação em alguns momentos. Mas, ao final, ele prossegue e realiza os disparos”, observa o delegado.
O julgamento acontece 11 dias antes do crime completar dois anos. Os acusados são mãe e filho Jocilene Barreiro da Silva e Vanderley Barreiro da Silva, e o executor contratado, Sílvio Júnior Peixoto.
O julgamento é conduzido pela juíza titular da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri Siqueira.