A defesa do lobista Andreson Gonçalves de Oliveira classificou como “surpreendente e desfundamentada” a nova prisão do suspeito, detido na manhã desta quarta-feira (12) em sua residência, em Primavera do Leste (233 km de Cuiabá).
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Em declaração para portais nacionais, o advogado Eugênio Pacelli, relatou que o Supremo Tribunal Federal (STF) ignorou um laudo médico que comprova a condição de saúde debilitada de seu cliente. Ele ainda afirmou que o Judiciário desconsiderou exames médicos oficiais e baseou-se em uma “simples consulta” realizada por dois policiais médicos, que foram à casa de Andreson e atestaram que ele estava saudável e apto a retornar ao presídio.
A defesa ainda argumenta que a melhora no estado físico do lobista seria resultado de uma dieta adequada durante o período em prisão domiciliar, e que o retorno ao regime fechado pode agravar novamente sua condição de saúde.
A prisão domiciliar de Andreson foi revogada por determinação do ministro do STF, Cristiano Zanin.
No mês de outubro, o lobista já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão, quando o mesmo ministro determinou que um perito fosse até sua residência para avaliar seu estado de saúde. Na ocasião, o policial militar aposentado Dejair Silvestre dos Santos foi preso em flagrante por obstrução à Justiça, ao tentar avisar Andreson sobre a presença da Polícia Federal e esconder o próprio celular.
Informações preliminares apontam que Andreson ainda estaria envolvido em esquemas de venda de sentenças, e teria utilizado o telefone de seu segurança para manter contato com outros investigados. Essa versão, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente.
O suspeito é apontado pela Polícia Federal como integrante de um grupo criminoso responsável por negociar decisões judiciais. Ele atuaria como intermediário entre advogados e desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).