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Quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

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operação Ragnatela

Juiz mantém BMW e Camaro do CV com a Polícia, determina leilão de relógios e prevê alienação de chácaras e apartamentos

Foto: Reprodução

Juiz mantém BMW e Camaro do CV com a Polícia, determina leilão de relógios e prevê alienação de chácaras e apartamentos
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, indeferiu um pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para leilão antecipado de veículos de luxo apreendidos na Operação Ragnatela. A decisão, publicada nesta quarta-feira (12), manteve os carros acautelados (apreendidos ou bloqueados) em uso pela Polícia. Na mesma ordem, o magistrado autorizou a alienação de um Hyundai HB20 e dois relógios de marca, bem como previu a possível alienação de chácaras e apartamentos. 


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A lista de bens acautelados inclui veículos como uma BMW X1, uma Dodge Ram 2500, um Camaro, uma Chevrolet S10, Ford EcoSport, ,Chevrolet Onix e Chevrolet Cobalt, 

Em sua decisão, o magistrado argumentou que a autorização de uso dos veículos pela polícia serve ao interesse público, pois evita a depreciação dos bens e auxilia nas atividades investigativas. "Os veículos sob utilização não se deterioram como aqueles mantidos em pátio", afirmou. 

Na mesma ordem, Jean determinou a avaliação e alienação de um Hyundai HB20 e de dois relógios das marcas Tissot e Bulova. 

Quanto aos imóveis, o juiz atendeu ao pedido do MPMT e determinou a expedição de ofícios a cartórios para obter as matrículas atualizadas de oito propriedades - sendo duas chácaras e 6 apartamentos -, localizadas em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger. 

A operação

A Operação Ragnatela foi deflagrada em junho de 2024 para cumprir mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de contas bancárias e afastamento de cargos públicos, para desarticular um núcleo de facção criminosa responsável pela lavagem de dinheiro em casas noturnas.

A Polícia Civil informa que os investigados movimentaram mais de R$ 79,1 milhões ao longo de quatro anos, no período entre 2018 e 2022.

A investigação identificou que criminosos teriam adquirido uma casa noturna em Cuiabá, pelo valor de R$ 800 mil, pagos em espécie, com o lucro auferido por meio de atividades ilícitas. 

A partir de então, o grupo passou a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeado pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promotores de eventos.

O vereador de Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), foi preso durante o desdobramento da operação. 

Segundo a Polícia, durante as investigações foi identificado que os criminosos contavam com o apoio de agentes públicos responsáveis pela fiscalização e concessão de licenças para a realização dos shows, sem a documentação necessária. 

O parlamentar municipal atuava em benefício do grupo na interlocução com os agentes públicos, recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros, apontou as investigações. 
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