A família da personal trainer Rozeli da Costa Nunes, de 33 anos, desistiu do processo que pode ter motivado seu assassinato, ocorrido na manhã da última quinta-feira (11), em frente à sua residência, em Várzea Grande, quando saía para trabalhar. Sua defesa informou a desistência nesta segunda-feira (15).
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Na manifestação, as advogadas de Rozeli informaram a Justiça, diante de seu falecimento, que seus herdeiros requereram a desistência da ação que ela movia contra o policial militar Raylton Duarte, que segue foragido como principal suspeito da execução. A esposa dele, Aline Kounz também está foragida. Ambos estão com mandado de prisão expedido pela Justiça.
Rozeli processou o PM após uma desavença no trânsito, ocorrida no mês passado. Consta que um caminhão pipa da empresa “Reizinho”, de propriedade de Raylton, desrespeitou placa “pare” e acabou fechando o carro de Rozeli, que, para evitar a colisão, jogou o veículo para o canteiro. Uma moto que vinha logo atrás bateu na traseira do carro dela.
Apesar de não se ferir, o motociclista não possuía CNH e se comprometeu a pagar os danos. Contudo, o motorista do caminhão afirmou que não tinha responsabilidade no acidente e, com isso, não arcaria com os resultados, tendo orientado Rozeli a procurar os administradores da empresa.
Rozeli, então, tentou resolver a situação diretamente com o PM, via acordo amigável. Porém, diante de dificuldades impostas para o pagamento, ela resolver processá-lo. Durante a ação, descobriu inclusive que a empresa dele sequer possui CNPJ ou autorização legal para atuar.
Nos autos, a personal anexou um orçamento comprovando que o conserto do carro custava cerca de R$ 9 mil, além de uma declaração de hipossuficiência, informando não ter condições financeiras para arcar com os prejuízos. No entanto, devido à necessidade de utilizar o veículo, acabou pagando o reparo e processou o PM e sua esposa pedindo R$ 24 mil.
No processo ainda consta que o policial nunca se manifestou ne não compareceu à audiência de instrução que ocorreu na semana passada. Havia outra audiência marcada para hoje (16), mas não vai ocorrer diante da desistência no processo.
O crime
Rozeli foi assassinada a tiros na manhã da última quinta-feira (11), em frente à sua residência, quando saía para trabalhar. Ela foi atingida por pelo menos dois disparos.
A vítima era casada com um caminhoneiro, que estava em viagem no momento do crime, e deixou dois filhos, de 6 e 12 anos. O caso segue em investigação pela Polícia Civil. Os principais suspeitos são o PM e sua esposa.