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Domingo, 12 de abril de 2026

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Ludus Sordidus

Preso em operação, ‘dono da quebrada’ alega problemas cardíacos e pede liberdade

Foto: Reprodução

Preso em operação, ‘dono da quebrada’ alega problemas cardíacos e pede liberdade
A defesa de Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, preso durante a Operação Ludus Sordidus, protocolou requerimento no Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá pedindo a revogação da prisão preventiva ou, de forma subsidiária, sua conversão em prisão domiciliar.


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Sebastião é investigado por suposta participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, em fatos ocorridos entre 2021 e 2023.

Os advogados sustentam que não persistem os motivos que justificaram a prisão. Argumentam que o investigado não interferiu nas apurações, possui residência fixa, ocupação lícita e família constituída em Várzea Grande. Também destacam que os crimes atribuídos não seriam recentes, o que afastaria a contemporaneidade da medida extrema.

A defesa invoca ainda o princípio da presunção de inocência e defende a adoção de medidas cautelares menos gravosas, como comparecimento mensal em juízo, monitoração eletrônica e proibição de contato com outros investigados.

Em caráter subsidiário, os advogados pedem a substituição da prisão por domiciliar, alegando que o custodiado enfrenta grave quadro de saúde. Segundo a petição, Sebastião sofre de cardiopatia, diabetes e hipertensão, já passou por cateterismo e precisa de novo procedimento cirúrgico devido a uma veia entupida.

A defesa sustenta que o sistema prisional, marcado por superlotação e falta de estrutura médica, não oferece condições mínimas para garantir o tratamento adequado. Assim, a prisão domiciliar seria, segundo os advogados, a medida mais adequada para preservar a vida do custodiado.

Operação 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Ludus Sordidus para cumprir 38 ordens judiciais com foco na desarticulação da atuação de uma facção criminosa altamente estruturada envolvida em crimes diversificados, dentre eles, jogos de azar, estelionatos, tráfico de drogas e lavagem de capitais.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá com base em investigações conduzidas pela da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). 

Dentre os mandados cumpridos estão 8 de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva, 8 sequestros de  imóveis, 12 sequestros e bloqueios de contas e valores no valor de mais de R$ 13,3 milhões. 
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