Olhar Jurídico

Sábado, 20 de julho de 2024

Notícias | Criminal

OPERAÇÃO GRAVATAS

PM acusado de repassar informações sigilosas à lideranças do CV cita bons antecedentes e pede revogação da prisão

Foto: Reprodução

PM acusado de repassar informações sigilosas à lideranças do CV cita bons antecedentes e pede revogação da prisão
Defesa do policial militar Leonardo Qualio, alvo da Operação Gravatas, acusado de repassar informações sigilosas a lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, está pedindo mais uma vez a revogação da sua prisão preventiva, ou a substituição da mesma por medida cautelares, à 11ª Vara Criminal de Cuiabá Especializada em Justiça Militar. Requerimento é desta segunda-feira (24).


Leia mais: PM acusado de repassar informações sigilosas às lideranças do CV é mantido preso por desembargador


Qualio está recluso no 11º Batalhão de PM na cidade de Sinop desde o dia 12 de março de 2024. Investigação da Delegacia de Tapurah, no âmbito da operação, apontou a existência de uma organização criminosa com a participação de quatro advogados e do policial militar.

Ele é acusado de enviar, ilegalmente, dezenas de boletins de ocorrência para os advogados e á líderes do CV que se encontram detidos no sistema penitenciário. Em tempo real, aqueles que mantinham a organização e o controle do tráfico de drogas conseguiam informações sobre a atuação policial, tanto da Polícia Civil quanto da Militar, por meio das informações que ele mandava.

Além de Qualio, foram denunciados Hingritty Borges Mingotti, Jéssica Daiane Maróstica, Paulo Henrique Campos de Aguiar, Robson Júnior Jardim dos Santos, Roberto Luis de Oliveira, Tiago Telles e Tallis de Lara Evangelista.

Inconformado por sua prisão preventiva, Qualio acionou sua defesa e apelou mais uma vez à Justiça requerendo a revogação do cárcere, ou sua substituição por medidas cautelares.

Dentre as medidas alternativas consideradas pelos advogados como suficientes, estão o seu afastamento total ou parcial das atividades militares, bloqueio aos sistemas de informação da Polícia Militar e suspensão do porte de arma de fogo.

O argumento, ao contrário das decisões que o mantiveram preso, é que sua liberdade não coloca em risco a ordem pública, tampouco os princípios hierárquicos e militares.

Para embasar a tese, os advogados do réu apontam que ele é réu primário, sem antecedentes criminais, possui endereço fixo, é policial militar, não enseja riscos à instrução criminal e, sobretudo, que não seria integrante do CV, conforme depôs um delegado arrolado como testemunha de acusação.
 
No último dia 18, houve audiência de instrução e julgamento, ocasião em que três testemunhas foram inquiridas. Após a sessão, outra foi agendada para o dia 15 de agosto e, enquanto tal pedido não é julgado, Leonardo Qualio segue preso.
Entre em nossa comunidade do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet