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Domingo, 21 de julho de 2024

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INVESTIGAÇÃO DO GAECO

Policiais penais negociaram entrada de celulares no Carumbé para líderes do Comando Vermelho por até R$ 30 mil

Foto: Secom-MT

Policiais penais negociaram entrada de celulares no Carumbé para líderes do Comando Vermelho por até R$ 30 mil
Trechos da representação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) que subsidiaram a Operação Caixa de Pandora apontam que policiais penais negociaram com um detento do extinto Centro de Ressocialização de Cuiabá – Presídio do Carumbé – a entrada de diversos celulares na unidade pelo valor de até R$ 30 mil. Os aparelhos teriam sido endereçados a líderes do Comando Vermelho (CVMT).


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As informações foram retiradas de um relatório feito a partir da quebra do sigilo telefônico retirado de um celular apreendido em julho de 2018 no chão da quadra da unidade II do Carumbé e encaminhado à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) pela Diretora de Inteligência do sistema penitenciário.
 
Após obtenção dos dados, foi elaborado o relatório técnico o qual apontou que o aparelho telefônico vinha sendo utilizado pelo detento Juliano Santos da Silva, vulgo “Gago”. De acordo com a representação que a reportagem teve acesso, ele estava mantendo contado com dois os policiais penais.
 
“Em uma das conversas, Juliano fala com um interlocutor sobre uma pessoa, provavelmente servidor público, o qual estaria negociando a entrada de aparelhos celulares com diversos presos e feito negócios de até R$ 30 mil”, diz trecho da representação.
 
Nas conversas do referido celular é citado o detento Genézio Eufrázio, como um dos que receberam celulares de servidor público. Além dele, os presidiários Fábio Aparecido Marques do Nascimento, conhecido como “Lacoste”, e Jonas Souza Gonçalves Júnior, vulgo “Batman”, apontados pela equipe de investigação como integrantes do Comando Vermelho (CVMT), também aparecem como destinatários de grande parte dos aparelhos celulares.
 
“Conforme se verifica, as conversas analisadas demonstraram existir uma relação entre servidores do sistema penitenciário e detentos do Centro de Ressocialização de Cuiabá – CRC na facilitação, entrada ilegal e comercialização de aparelhos celulares”, apontou outra parte do documento. A representação ainda apontou que o mesmo esquema ocorre na Penitenciária Central do Estado (PCE).
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