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Domingo, 21 de julho de 2024

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Justiça mantém prisão de homem suspeito de matar a ex-companheira por não aceitar término do relacionamento

Foto: Reprodução

Justiça mantém prisão de homem suspeito de matar a ex-companheira por não aceitar término do relacionamento
A juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, converteu em preventiva a prisão em flagrante de Mike Bruno Leite Pereira. Ele foi preso suspeito de ter assassinado a sua companheira Juliana Alves Pereira dos Santos, 27 anos. O fato ocorreu em Cuiabá.


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O caso teve início quando equipe de saúde do Espaço de Acolhimento da Mulher no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) acionou a Polícia Militar. A vítima chegou desacordada ao hospital, apresentando lesões corporais.
 
A equipe relatou que a mãe da vítima mencionou brigas recorrentes entre Juliana e Mike. No hospital, o investigado estava aguardando no corredor, com ferimentos que pareciam ter sido causados por unhas.
 
Os depoimentos dos policiais corroboraram a versão da mãe da vítima, que afirmou que Juliana sofria de ciúmes excessivos por parte do marido e que pretendia se separar dele. Na noite anterior ao crime, ocorrido no dia 31 de maio, Juliana havia enviado uma mensagem para sua mãe dizendo que iria terminar o relacionamento.
 
O suspeito, por sua vez, relatou que ele e Juliana estavam separados há duas semanas, mas ela ainda morava na casa dele. Na madrugada do crime, após ser chamado por um amigo para buscar Juliana, que estava embriagada, ele a levou para casa.
 
Mike afirmou que, após uma discussão, Juliana saiu da casa e retornou dizendo que havia ingerido uma substância de limpeza chamada Azulim. Ele tentou socorrê-la, levando-a para uma unidade de pronto atendimento e, posteriormente, para o HMC, onde ela morreu.
 
Na audiência de custódia, a juíza, ao analisar os elementos do auto de prisão em flagrante, concluiu que havia prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, apoiando-se nos depoimentos dos policiais, da mãe da vítima e no boletim de atendimento médico. A alegação de suicídio por parte do acusado não convenceu, especialmente devido às lesões corporais aparentes e o histórico de agressões.
 
“Diante do exposto, com fulcro no art. 310, inciso II, c/c o artigo 311 e 313, I, todos do CPP, converto a prisão em flagrante de Mike Bruno Leite Pereira, qualificado nos autos, em prisão preventiva”, diz trecho da denúncia.
 
A juíza enfatizou a gravidade do delito e a necessidade de preservar a ordem pública, determinando que a prisão preventiva de Mike Bruno Leite Pereira é imprescindível para as investigações. A medida cautelar foi considerada necessária para evitar a interferência do acusado no processo e proteger a comunidade.
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