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Domingo, 21 de julho de 2024

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OPERAÇÃO MIASMA

Servidor suspeito de usar pai para favorecer familiares de Márcia Pinheiro em contratos na Saúde é afastado

Foto: Governo Federal

Servidor suspeito de usar pai para favorecer familiares de Márcia Pinheiro em contratos na Saúde é afastado
Após o juiz Diogo Negrisoli Oliveira decidir afastar, cautelarmente, Ricardo Henrique Santi do cargo de Gestão, Direção e Assessoramento de Gerente Administrativo de Transporte, Simbologia CGDA 9, na Secretaria Municipal de Saúde, no âmbito da Operação Miasma, da Polícia Federal, o prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB), o exonerou. A demissão foi publicada na Gazeta Municipal do dia 28 de maio, mesmo dia que a PF desencadeou a ação.


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Ricardo, então fiscal de contrato da Prefeitura, é apontado pela PF com responsável por incluir uma ambulância do seu pai no contrato da SMT Transportes e Veículos Especiais Ltda., empresa “fantasma” de propriedade de Ernani Kuhn, sobrinho da primeira-dama da capital, Márcia Pinheiro (PV). A empresa foi criada com objetivo de favorecer os familiares de Márcia, e foi contratada pela Secretaria Municipal de Saúde por R$3 milhões.
 
A Operação Miasma mirou dois contratos milionários entabulados pela SMS, um para locação de ambulâncias e outro para vans. Contudo, indícios de fraude na licitação e peculato levantou desconfiança da Polícia Federal, que deflagrou a ação contra Ricardo, Ernani, seu pai, Antônio Rezende Kuhn, irmão de Márcia; sua esposa, Claudeny Martins Rezende Kuhn; e Camila Nunes Guimarães Kuhn, casada com Ernani.

Segundo a PF, Santi foi o responsável pela subcontratação do serviço de locação com a empresa de Ernani. “Tanto é que três veículos pertenciam à Locadora de Veículos Zapp Eireli, propriedade de Ernani, e que este teria cedido parte da remuneração contratual ao servidor responsável pela fiscalização do contrato, ao inserir veículo pertencente ao pai do servidor Ricardo Henrique Santi, Sr. Reynaldo Alceu Santi”, descreveu a PF à Justiça.
 
Parte do montante pago pela Secretaria Municipal de Saúde à empresa de Ernani, cerca de R$ 3 milhões, teria sido feita a título de indenização, cuja necessidade de urgência foi atestada por Ricardo.
 
No mesmo dia que a operação foi deflagrada, o prefeito Emanuel Pinheiro exonerou Ricardo. “O Prefeito Municipal de Cuiabá-(MT), no uso de suas atribuições legais, Resolve: Exonerar, Ricardo Henrique Santi do cargo de Gestão, Direção e Assessoramento de Gerente Administrativo de Transporte, Simbologia CGDA 9, na Secretaria Municipal de Saúde, à partir de 28/05/2024”, consta na Gazeta Municipal.
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