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Sábado, 20 de julho de 2024

Notícias | Criminal

DENUNCIADO PELO GAECO

WT tinha a admiração popular por pagar contas de luz, doar cobertores e brinquedos, aponta promotor

Foto: Reprodução

WT tinha a admiração popular por pagar contas de luz, doar cobertores e brinquedos, aponta promotor
O promotor João Batista de Oliveira, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), detalhou que Paulo Witer Farias Paelo – o WT – era admirado na região onde cresceu pelos trabalhos de assistencialismo que prestou. As informações constam da peça acusatória feita pelo membro do Ministério Público (MPMT) contra Paulo Ita – seu outro apelido – e outras 25 pessoas.


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João Batista reforçou as informações colhidas pela equipe de investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) de que WT é o contador-geral da facção criminosa Comando Vermelho (CVMT). Ele, de acordo com a denúncia, ganhou a admiração dos moradores com ações de boas práticas como pagamento de contas de energia, distribuição de cestas básicas, cobertores de frio e doações de brinquedos no Dia das Crianças.
 
“Como fartamente demonstrado nos relatórios policiais e demais elementos de informação carreados aos autos, Paulo Ita é um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho, possuindo atualmente a função de tesoureiro geral, sendo assim responsável pela lavagem do dinheiro do grupo criminoso adquirido por meio do tráfico de drogas e demais práticas ilícitas notoriamente realizadas por aquela facção”, diz trecho da denúncia.
 
Paulo Witer foi preso no final de março durante a Operação Apito Final, durante um torneio, em Maceió (AL). De acordo com a Polícia Civil, ele é líder de um esquema de lavagem de capitais, que teria movimentado cerca de R$ 65 milhões.

Além da ordem judicial de prisão de Paulo Witer, foram cumpridas outras 24 ordens de prisão, 29 de buscas e apreensão, além da indisponibilidade de 33 imóveis, sequestro de 45 veículos e bloqueio de 25 contas bancárias dos alvos investigados.
 
WT é proprietário do time “Amigos WT”, que, segundo a investigação, foi criado apenas para lavar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
 
“Tendo em vista seu alto cargo ocupado no grupo, Ita, além de possuir diversos subordinados/comparsas que atuam na linha de frente de suas práticas ilícitas, é ainda nome admirado no seu ciclo de convivência e nos bairros onde cresceu, tendo em vista as ações que pratica para a sociedade com o lucro obtido por meio da facção criminosa (pagamento de contas de energia, distribuição de cestas básicas, cobertores de frio, brinquedos no dia das crianças)”, completou.
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