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Sábado, 20 de julho de 2024

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Homem que matou criança de 5 anos para se vingar da ex é condenado a mais de 34 anos de prisão

Foto: Reprodução

Homem que matou criança de 5 anos para se vingar da ex é condenado a mais de 34 anos de prisão
José Edson Santana foi condenado a mais de 34 anos de prisão por ter assassinado Davi Heitor Prates, de cinco anos, na cidade de Colíder (634 km de Cuiabá). O menino foi morto após a mãe dele terminar o relacionamento com o agressor.


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Ele foi condenado por homicídio doloso qualificadoras de motivo torpe, asfixia, dissimulação, por ser padrasto da vítima e devido Davi ser menor de 14 anos, além de ocultação de cadáver.

Ao todo, ele foi sentenciado a 34 anos e oito meses de prisão. A pena será cumprida inicialmente em regime fechado. José também deverá pagar R$ 15 mil à família de Davi para reparação dos danos causados pelas infrações.

"Igualmente, verifica-se que as consequências do crime extrapolaram os limites do próprio tipo penal. Apurou-se que a genitora da criança, para além do luto, necessitou de acompanhamento por psicólogo. Ainda, a avó do ofendido demonstrou se sentir culpada apresentar o réu à sua filha, o que entende como causa geradora de toda a tragédia, sendo advertida pelo médico que tais sentimentos poderiam causar-lhe infarto, tudo a indicar a
presença de trauma generalizado àqueles que conviviam diretamente com a criança.", diz trecho do documento.

Relembre o caso

Davi foi assassinado no dia 3 de março do ano passado, e no dia seguinte, José foi preso. Em primeiro momento, José alegou à Polícia Civil que levou a criança para um rio, onde asfixiou o menino.

Na sequência, conforme depoimento inicial, ele amarrou uma corda com uma pedra de 10 kg e jogou o corpo de Davi no rio. 

Entretanto, o corpo foi encontrado durante buscas por uma região de mata, usando cães farejadores. José confessou que matou a criança asfixiada.

Durante os depoimentos à Polícia Civil, José alegou não lembrar o motivo de ter cometido o crime. Entretanto, a linha de investigação apontou para uma vingança, já que o acusado queria ficar com a mãe de Davi.

O promotor de Justiça responsável pelo processo, Danilo Cardoso Lima, afirmou que José agiu de modo covarde ao assassinar Davi  para se vingar da mãe dele.

​"O crime foi praticado, ainda, por motivo torpe, posto que, segundo revelaram as investigações, a motivação decorreu de sentimento de vingança, em decorrência do fato de a genitora do menor ter rompido o relacionamento com o incriminado, de modo que, como forma de represália a ela, ele decidiu atingi-la, matando covardemente seu filho", disse o promotor.
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