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Quarta-feira, 17 de julho de 2024

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Justiça cita poder paralelo exercido pelo CV e condena Lobo, Maranhão, Cassandra e Luluzinha

Foto: Reprodução

Justiça cita poder paralelo exercido pelo CV e condena Lobo, Maranhão, Cassandra e Luluzinha
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, condenou Josenilton Cardoso de Sá, vulgo Lobo, Wellington Francisco dos Santos, vulgo Maranhão, Camila Alves Pinto, vulgo Cassandra, e Laylla Pollyanny Silva Oliveira, vulgo Luluzinha, nomes ligados à facção criminosa Comando Vermelho. Decisão consta no Diário de Justiça desta terça-feira (21).


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Segundo os autos, em datas e horários inexatos, porém durante o primeiro semestre de 2022,  em Juína, os denunciados constituíram, integraram e promoveram organização criminosa, com participação de adolescente – a qual atuava de maneira incisiva no tráfico de drogas, mantendo contato com todos os denunciados –, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas entre si, com a finalidade de obter vantagem econômica mediante a prática de infração penal.


 
Conforme explicou o juiz da causa, o Comando Vermelho é uma facção reconhecida nacionalmente, bem como possui extensões de seus membros por diversos estados do Brasil e é responsável pela prática de inúmeros crimes, tais quais roubo, tráfico e homicídio.
 
Ainda segundo o juiz,  “dentre as infrações penais cometidas pela organização criminosa em tela são comuns a prática de crimes contra patrimônio e contra vida, relativos ao uso de armas de fogo e tráfico de entorpecentes”.
 
“Outrossim, o grupo criminoso se instaura como verdadeiro Poder Paralelo causador de inúmeros problemas na sociedade, atuando dentro e fora dos presídios de todo o país, ordenando ‘salves’ e até morte de desafetos”, diz trecho dos autos.
 
Josenilton Cardoso, Wellington Francisco, Camila Alves e Laylla Pollyanny foram condenados, cada um, à pena de 11 anos, três meses e cinco dias de reclusão. 

“Nego aos réus o direito de recorrer em liberdade, uma vez que verificada a necessidade da custódia cautelar para a garantia da ordem pública”, salientou o juiz.
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