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Quarta-feira, 17 de julho de 2024

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usará tornozeleira

Tribunal de Justiça manda soltar delegado suspeito de chefiar 'escritório do crime'

Foto: Reprodução

Tribunal de Justiça manda soltar delegado suspeito de chefiar 'escritório do crime'
Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu liberdade ao delegado Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues. Decisão é de quarta-feira (15). O habeas corpus está sob segredo de Justiça. Não há detalhes sobre o julgamento. Decisão levou em conta o fim das investigações, conforme parecer do Ministério Público. 


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O Olhar Jurídico apurou que foram impostas as seguintes medidas cautelares: comparecimento a todos os atos judiciais; proibição de qualquer contato com as testemunhas, vítimas, corréus e demais envolvidos na investigação;  proibição de acesso à Delegacia de Peixoto de Azevedo, Matupá e de outras da região norte do Estado, assim como em manter contato com seus servidores policiais e outros que ali trabalhem.
 
Ainda como medidas cautelares: não se ausentar da comarca em que resida; suspensão de passaportes; monitoramento eletrônico mediante o uso de tornozeleira eletrônica; afastamento provisório e imediato de suas funções de delegado de polícia; suspensão da posse/porte de arma de fogo, devendo ser apreendidas as armas sob sua responsabilidade.
 
Geordan foi alvo da Operação Diaphthora, para cumprimento de 12 ordens judiciais decretadas em investigações que apuraram um esquema criminoso praticado no município de Peixoto de Azevedo. 

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e três medidas cautelares. 
As investigações iniciaram após denúncias recebidas no Núcleo de Inteligência da Corregedoria Geral, que apontavam o envolvimento de policiais civis, advogado e garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo em situações como a solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial, caracterizando a formação e uma associação criminosa no município.

Com o aprofundamento das investigações, foram identificados os servidores envolvidos no esquema criminoso, sendo o mentor e articulador o titular da Delegacia de Peixoto de Azevedo e um investigador da unidade, aliados a advogado e garimpeiros do município.  

Entre os crimes praticados pela associação criminosa, foi demonstrado no inquérito que o delegado e o investigador solicitavam o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos, exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial. 

Todos os esquemas e acertos levam à conclusão de que existia um verdadeiro “gabinete do crime”.

 
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