Olhar Jurídico

Sábado, 17 de janeiro de 2026

Notícias | Criminal

ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS

Moraes manda soltar advogado e mais 19 mato-grossenses presos em Brasília; total de 35 alvarás

Foto: Reprodução

Moraes manda soltar advogado e mais 19 mato-grossenses presos em Brasília; total de 35 alvarás
O ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o advogado Antônio Valdenir Caliare, de Juína, e mais 19 pessoas de Mato Grosso que foram presas por envolvimento nos atos antidemocráticos em Brasília, no dia 8 de janeiro. Na ocasião, os extremistas apoiadores do ex-presidente derrotado nas eleições em 2022, Jair Bolsonaro, promoveram a depredação e vandalizaram as sedes dos três poderes na capital.  Até a última segunda (27), o ministro havia soltado 15 mato-grossenses que, agora, totalizam trinta e cinco.


Leia mais: 
Moraes solta ex-presidente do Sindspen e mais 14 mato-grossenses que foram presos em Brasília


As decisões julgadas por Moraes, que correm em segredo de justiça, serviram como alvará de soltura, no prazo de 24 horas. “A presente decisão servirá de alvará de soltura clausulado em favor de Antônio Valdenir Caliare. Servirá também de ofício de apresentação ao Juízo da Execução da Comarca de Cuiabá/MT no prazo de 24 horas", anotou o ministro.
 
Além do advogado, ex-vereador Drildo Alves, e a ex-presidente do Sindispen, Jacira Costa, outros vinte envolvidos foram soltos pelo ministro. Dentre os nomes que o Olhar Jurídico verificou, estão o de Michael Vieira de Freitas, de Tangará da Serra, Ezequiel Nogueira Gomes, de Sinop, Drildo Alvez de Melo, de Nova Olímpia, Maria Rosa Vieira, de Sinop, Sidney Pereira, de Tangará da Serra e Calone Natália Guimarães Malinski, de Tangará.

Em nova rodada de decisões, publicadas oficialmente no sistema do STF nesta quarta-feira (1), outros 20 mato-grossenses foram soltos por Moras, totalizando, até a última atualização, trinta e cinco liberados.

Todos eles estavam detidos em Brasília, após ação da Polícia Federal. Os homens foram levados ao Centro de Detenção Provisória 2, conhecido como Complexo da Papuda. Já as mulheres foram presas na Penitenciária Feminina.

Ao decretar a prisão dos envolvidos nos atos antidemocráticos, Moraes considerou que as condutas foram ilícitas e gravíssimas, com intuito de, por meio de violência e grave ameaça, coagir e impedir o exercício dos poderes constitucionais constituídos.

Para Alexandre, houve flagrante afronta à manutenção do estado democrático de direito, em evidente descompasso com a garantia da liberdade de expressão.

Nesses casos, ele considerou que há provas nos autos da participação efetiva dos investigados em organização criminosa que atuou para tentar desestabilizar as instituições republicanas e destacou a necessidade de se apurar o financiamento da vinda e permanência em Brasília daqueles que concretizaram os ataques.
Entre em nossa comunidade do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet