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Domingo, 14 de agosto de 2022

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audiência de instrução

Acusada de atropelar e matar duas pessoas em frente à Valley afirma que estava consciente e seguiu fluxo da via: 'fatalidade'

Foto: Reprodução

Acusada de atropelar e matar duas pessoas em frente à Valley afirma que estava consciente e seguiu fluxo da via: 'fatalidade'
Décima Segunda Vara Criminal de Cuiabá realizou no dia quatro de julho a segunda audiência de instrução em processo movido contra Rafaela Screnci, denunciada por crime de homicídio, na modalidade de dolo eventual (por duas vezes) e homicídio tentado. Em interrogatório, ré argumentou que o acidente foi uma “grande fatalidade”. Rafaela disse ainda que estava em condições de dirigir e salientou que apenas seguiu o fluxo da via para desviar de aglomeração.

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Na audiência, Rafaela afirmou que estava conduzindo seu veículo na data do acidente. Na noite dos fatos, passou em uma confraternização, na casa de amigos, local em que estava ocorrendo um churrasco. Neste primeiro local, afirma que não bebeu. Após passar na confraternização, dirigiu ao Malcom Pub. A acusada argumentou que ingeriu bebida alcoólica no Malcom. Porém, bebeu somente quatro cervejas pequenas, permanecendo no estabelecimento até 5h. Afirmou ainda que não usou outras substâncias entorpecentes.
 
Conforme Rafaela Screnci, sua intenção, após sair do Malcom, seria ir para casa. Porém, não se sentiu bem ainda quando no Malcom. Usou o banheiro do local apenas para urinar. Teve dificuldade na hora do pagamento por problemas na máquina de cartão, não pelo suposto estado de embriaguez. A acusada afirmou que a avenida Isaac Póvoas seria rota para sua casa. Salientou que dirigia dentro dos limites da via.
 
Rafaela Screnci argumentou que estava na pista da direita quando viu uma aglomeração de carros e pessoas, então, começou a desviar para o lado esquerdo. Quando desviou, os veículos começaram a se movimentar. O carro da faixa central parou de frear, as luzes de freio se apagaram. Assim, teve o entendimento que a rua estava livre. Quando na faixa da esquerda, acabou atingindo as vítimas.
 
Rafaela Screnci disse que não parou imediatamente porque não havia local adequado. Só havia vaga disponível longe do local do acidente.  Acusada negou que só parou após ser interceptada por outro carro. Salientou que desde que no momento em que aconteceu a colisão, entrou em desespero. Afirmou que viu as vítimas logo no momento da batida. Segundo informado, estava consciente.
 
A ré afirmou também que algumas testemunhas pediram para que ela fugisse. Ela teria dito que não fugiria. Disse que ficaria e daria suporte. Após o acidente, resolveu ligar para o pai. “Em momento algum passou pela minha cabeça evadir o local”, afirmou. A acusada voltou a dizer que não estava correndo. O acidente teria sido uma grande fatalidade. Salientou que estava apenas seguindo o fluxo.
 
O crime
 
Os crimes aconteceram no dia 23 de dezembro de 2018, na Avenida Isaac Povoas, nas proximidades da Valley. A denunciada atropelou Mylena de Lacerda Inocêncio, Ramon Alcides Viveiros e Hya Giroto Santos, causando a morte das duas primeiras vítimas e gravíssimas lesões corporais na terceira. Segundo o Ministério Público, ao dirigir em notório estado de embriaguez e em velocidade acima do permitido, a acusada assumiu o risco de produzir o resultado morte.
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