Olhar Jurídico

Quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Notícias | Civil

INSEGURANÇA

Homem tem celular furtado, perde R$ 630 mil em transferências bancárias e processa cooperativa que cobra dívida

Foto: Reprodução

Homem tem celular furtado, perde R$ 630 mil em transferências bancárias e processa cooperativa que cobra dívida
Um homem que foi funcionário de um escritório de advocacia de Cuiabá teve R$ 632 mil levados de sua conta após ter o aparelho celular furtado na cidade de São Paulo. Todos os aplicativos bancários identificaram movimentações atípicas. Exceto a cooperativa Sicoob que cobra os valores. Processo que tramita na 5ª Vara Cívil pede pela inexistência da dívida, somado a danos morais e repetição do indébito.

Leia também:
TJ mantém bloqueio das contas de ex-adjunto na Saúde alvo da Operação Overpriced

Conforme informações do processo, M.V.F.C trabalhou em sociedade com o escritório até final do ano de 2020. Mas sempre que necessário, prestava alguns serviços para a empresa. Por conta disso, mantinha os aplicativos bancários do escritório no celular, com autorização dos donos.

Com o furto do aparelho, os bandidos praticaram diversos atos ilícitos, além de transferências na modalidade PIX e pagamentos de boletos, sem que nenhum gatilho de segurança fosse acionado por parte do Sicoob.

A cooperativa de crédito alega que nada poderia ter sido feito, pois, as transações foram realizadas com a senha do proprietário da conta. Na ação ordinária, a defesa do escritório observa a estranheza dos fatos (operações com valores exorbitantes fora da rotina/histórico do cliente - curto lapso temporal, em localidade completamente destoante), o que evidencia uma notória falha na prestação de serviço por parte da cooperativa.

No último dia 11, a juíza Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva emitiu decisão favorável ao escritório e reconheceu que o colaborador de confiança foi vítima de furto, com devida comprovação por meio de boletim de ocorrência. Acrescenta ainda que há falta de defesa na segurança do perfil do cliente por conta de um parecer técnico.

A magistrada determinou que a cooperativa suspenda a exigibilidade da dívida, dos encargos moratórios, bem como se abstenha de inscrever o nome da empresa requerente nos órgãos de proteção ao crédito, sob pena de multa diária no valor de R$ 500.

Uma audiência de conciliação está prevista para acontecer no próximo dia 19 de julho.
Entre em nosso grupo de WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet