Olhar Jurídico

Terça-feira, 05 de julho de 2022

Notícias | Administrativo

mensalinho

Ex-deputado recorre ao CNMP para ter acesso a inquérito nascido de delação premiada feita por Riva

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Ex-deputado recorre ao CNMP para ter acesso a inquérito nascido de delação premiada feita por Riva
Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) adiou conclusão de julgamento de Pedido de Providências formulado pelo ex-deputado estadual Ademir Antônio Brunetto, procedimento que tem como objetivo dar acesso aos autos do Inquérito Civil Público que versa sobre pagamento de mensalinho na Assembleia Legislativa (ALMT).

Leia também 
Liminar autoriza expedição de CNH com véu islâmico e fixa multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento

 
Julgamento colegiado iniciado nesta terça-feira (10) foi paralisado após pedido de vista do conselheiro Rogério Magnus. Segundo apurado pelo Olhar Jurídico, inquérito tem ligação com a delação premiada do ex-deputado estadual José Riva.
 
Ademir Antônio Brunetto é representado pelo advogado Helio Nishiama. O inquérito sigiloso no Ministério Público de Mato Grosso é de responsabilidade do promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus.
 
Relator, conselheiro Antônio Edílio Magalhães Teixeira, apresentou posicionamento que considera que o acolhimento do pedido é medida que pode, a pretexto de preservar o direito do requerente, afetar outras investigações em andamento, uma vez que está demonstrado no caso o risco de comprometimento da eficiência, da eficácia e da finalidade das diligências.

Ainda segundo Antônio Edílio, cabe ao Judiciário decidir sobre a possibilidade de acesso. 

Delação

Conforme apurado pelo Olhar Juridico, a colaboração premiada de José Riva apresenta lista com nomes de ex-deputados e deputados que supostamente receberam mensalinho na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. 

Os fatos tiveram início em 1995 e alcançaram montante aproximado de R$ 175 milhões. Riva também disse ao Ministério Público (MPE) que desde 1995 os deputados estaduais gastaram aproximadamente R$ 40 milhões durante negociações para as eleições da Mesa Diretora.

Para comprovar os crimes, o ex-parlamentar apresentou transferências bancárias, depósitos, notas promissórias e testemunhas. 
 
Entre em nosso grupo de WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet