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Quarta-feira, 25 de maio de 2022

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Justiça não identifica caixa 2 em doação de R$ 3 milhões a Pedro Taques feita por cervejaria

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Justiça não identifica caixa 2 em doação de R$ 3 milhões a Pedro Taques feita por cervejaria
Justiça Eleitoral homologou declínio de atribuições para condução de inquérito policial instaurado para apurar possível ilícito supostamente atribuído ao ex-governador Pedro Taques, então candidato nas eleições de 2014, a partir de doação de campanha não contabilizada (caixa 2), efetuada pela Cervejaria Petrópolis, no valor de R$ 3 milhões.

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A decisão, que retira investigação da Justiça Eleitoral e o envia à Justiça Comum, perdeu sigilo em 11 de novembro de 2021. Conforme esclarecido, a doação foi oficial e consta com exatidão na prestação de contas eleitoral de Pedro Taques.
 
Investigação teve como base informações provenientes da delação premiada do empresário Alan Malouf. Declaração de Alan Malouf apontou que a empresa efetuou a doação com o objetivo de que o novo governo (Pedro Taques se elegeu em 2014) não interferisse nos incentivos fiscais.
 
Ainda segundo Malouf, a cervejaria era beneficiária de incentivos fiscais “não isonômicos” quanto aos incentivos vigentes para outras empresas atuantes no mesmo segmento.
 
Descartado o crime de caixa 2, a Justiça Eleitoral enviou o caso para a Justiça Comum, mais precisamente em favor do órgão de execução que oficia perante a Sétima Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.
 
Recurso de Taques
 
Após envio à Justiça Comum, Pedro Taques apresentou recurso, requerendo que, ao invés do declínio de competência, haja o arquivamento do inquérito.
 
O pedido de Taques ainda aguarda julgamento.
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