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Quarta-feira, 23 de junho de 2021

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PF pede mais 90 dias de inquérito para empresário entregar documentos sobre 'retorno' à campanha de Taques

Da Redação - Arthur Santos da Silva

10 Mai 2021 - 14:25

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

PF pede mais 90 dias de inquérito para empresário entregar documentos sobre 'retorno' à campanha de Taques
A Polícia Federal (PF) solicitou no dia três de maio a concessão de novo prazo (mais 90 dias) para concluir investigação sobre possível caixa 2 na campanha de Pedro Taques, ano de 2014, envolvendo a Gráfica Print. Informação consta em andamento de inquérito na Justiça Eleitoral que tem como base delação premiada do empresário Alan Malouf.
 
Há suspeita de que Taques tenha sido beneficiado por doações de campanha nas eleições de 2014, não contabilizadas em sua respectiva prestação de contas, feitas, em tese, pela empresa Gráfica Print, no montante de R$ 2 milhões.
 
O empresário Dalmi Defanti, dono da Gráfica Print, prestou depoimento à Polícia Federal confirmando que realizou serviços à campanha de Taques. Conforme declarações, parte de valores pagos pela campanha foram devolvidos. Dalmi, porém, não identificou quem teria recebido o dinheiro dos saques, pouco mais de R$ 400 mil.
 
Em trecho do depoimento, o empresário chegou a dizer que se encontrou com Taques, porém, sem negociações ilegais na ocasião. O ex-governador teria salientado que em seu governo não haveria direcionamento de licitações.
 
Ao solicitar novo prazo, no dia três de maio, a Polícia Federal comunicou que resta pendente diligência no para que Dalmi entregue documentos comprobatórios dos saques citados no depoimento.
 
O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da 51ª Zona eleitora, já solicitou envio dos autos ao Ministério Público Eleitoral para apreciação do pedido de dilação de prazo.

Pedro Taques afirmou ao Olhar Jurídico que nunca solicitou nada ilegal a Dalmi Defanti. O ex-governador ressaltou ainda o trecho citado no depoimento em que há a informação de que não haveria direcionamento de licitação no governo.

Ainda conforme Taques, Dalmi não sabe quando deu ou para quem deu o suposto retorno de valores. “Só fala que seria alguém da coordenação da campanha”. A imprecisão provaria a inocência do ex-governador.  
 
 

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