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Segunda-feira, 26 de julho de 2021

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Mãe de menor morta no Alphaville pede bloqueio de 15 imóveis ligados aos pais de atiradora

Da Redação - Arthur Santos da Silva

06 Mai 2021 - 16:04

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Patrícia Hellen Guimarães Ramos

Patrícia Hellen Guimarães Ramos

Patrícia Hellen Guimarães Ramos, mãe da adolescente Isabele, 14 anos, morta pela amiga com disparo de arma de fogo no condomínio Alphaville, em Cuiabá, acionou os pais da atiradora na Justiça, pedindo bloqueio de 15 imóveis para garantir reparação dos danos.

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Segundo os autos, existem fortes indícios de que os pais da atiradora, Marcelo Martins Cestari e Gaby Soares de Oliveira Cestari, serão compelidos a indenizar a família da vítima.
 
“Neste petitório de arresto prévio a Requerente informa que sofreu danos morais e materiais decorrentes do homicídio de sua filha, cuja indenização, segundo jurisprudência da Corte Especial, supera 1.000 (mil) salários -mínimos, o que corresponde a mais de R$ 1,1 milhão”.
 
No que se refere aos imóveis a serem bloqueados, a mãe da vítima descortinou a existência de 14 registros em nome de Marcelo Martins Cestari e 11 registros de imóveis em nome de Gaby Soares de Oliveira Cestaria.
 
Advogados pedem deferimento de liminar para bloqueio de 15 imóveis.

Decisão

O juiz Murilo Moura Mesquita, da 8ª Vara Criminal, determinou que a parte requerente emende a inicial a fim de apresentar, no prazo de 15 dias, as certidões atualizadas das matrículas de cada um dos imóveis elencados na inicial, indicando, inclusive, a estimativa de avaliação de cada bem de que pretende o arresto.

Internação 
 
A menor acusada de matar Isabele cumpre medida socioeducativa de internação. Conforme sentença assinada pela juíza Cristiane Padim da Silva, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, a internação foi aplicada levando em conta a prática do ato infracional equiparado ao crime de homicídio qualificado.
 
Há nos autos o esclarecimento de que o prazo da medida socioeducativa não pode ultrapassar três anos. A medida socioeducativa será reavaliada semestralmente.

O crime aconteceu em julho de 2020 e ganhou repercussão nacional após ser publicizado pelo programa dominical Fantástico, da Rede Globo.

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