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Quarta-feira, 12 de maio de 2021

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com base em delação

PF pede mais prazo para investigar campanhas de Wilson Santos em 2008 e 2014

Da Redação - Arthur Santos da Silva

04 Mai 2021 - 10:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

PF pede mais prazo para investigar campanhas de Wilson Santos em 2008 e 2014
A Polícia Federal (PF) solicitou concessão de novo prazo para concluir investigação em face do deputado Estadual Wilson Santos (PSDB), delatado pelo ex-secretário de Educação de Mato Grosso, Permínio Pinto, por supostos esquemas em 2008 e 2014. Manifestação, do delegado Gabriel Rocha Soares, data do dia três de maio.

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Inquérito Policial foi instaurado para apurar a possível ocorrência de caixa 2, por ter sido supostamente beneficiado por doações de campanha não contabilizadas no ano de 2008 (campanha para prefeito de Cuiabá) e 2014 (campanha para deputado estadual), de acordo com os termos do acordo de colaboração premiada firmado por Permínio.
 
Conforme delatado, Permínio, na condição de vereador em Cuiabá, recebeu em 2008 um convite do então prefeito da Capital, Wilson Santos, político em busca de reeleição, para ser um dos coordenadores de sua campanha. Convite foi prontamente aceito em razão do compromisso partidário que Permínio mantinha com o PSDB.

O delator explicou em seu acordo que participou de diversos áreas da campanha: política, área de mobilização, infraestrutura e financeira. No que se refere ao setor financeiro da campanha, conforme Permínio, as receitas tiveram origem, em síntese, em três eixos: oficiais de campanha, receitas não contabilizadas e as receitas após o término das eleições (restos a pagar).

Em relação as receitas não contabilizadas, em algumas ocasiões, a pedido do então prefeito, Perminio arrecadou valores junto a diversas empresas de Cuiabá, algumas prestadoras de serviços do município.  

Após o período eleitoral, as empresas também tomaram empréstimos junto à instituição financeira BIC Banco que, por sua vez, recebia um aval da Prefeitura de Cuiabá informando créditos que as empresas tinham a receber do município.

Posteriormente, quando referidas empresas recebiam valores da prefeitura, oriundos de seus contratos em vigência, as mesmas realizavam a quitação do empréstimo tomado junto ao BIC Banco.
 
2014
 
Ainda segundo os autos, Permínio delatou que, durante a campanha eleitoral do ano de 2014, a pedido do estão deputado federal Nilson Leitão, recebeu em sua própria conta bancária o valor de R$ 175 mil, divididos em três depósitos: R$ 40 mil, R$ 60 mil e R$ 75 mil.
 
Conforme delação de Permínio, o valor, segundo declarado por Nilson Leitão na ocasião, teria sido dividido entre Wilson Santos, Carlos Avalone e Guilherme Maluf, então candidatos ao cargo de deputado estadual. Todos os nomes pertenciam ao PSDB. 
 
Novo prazo
 
O pedido da PF para concessão de novo prazo leva em conta que “resta pendente a análise do Relatório de Inteligência Financeira”, conforme esclarecido pelo delegado.
 
“Considerando o esgotamento do prazo de permanência dos autos no âmbito policial e a existência de diligências em andamento, encaminhe-se (via PJE-Eleitoral - Processo nº 0600094-61.2019.6.11.0051) os autos ao membro do Ministério Público Eleitoral que oficia perante a 51ª Zona Eleitoral, solicitando a concessão de novo prazo, visando a continuidade e conclusão da investigação”.

Outro lado

O deputado afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que não se manifesta a respeito de investigações em curso pelos órgãos de controle.
 

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