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Segunda-feira, 19 de abril de 2021

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STF determina que PGR se manifeste sobre compartilhamento de delações firmadas por Silval e Nadaf

Da Redação - Arthur Santos da Silva

10 Fev 2021 - 09:25

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

STF determina que PGR se manifeste sobre compartilhamento de delações firmadas por Silval e Nadaf
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre compartilhamento de partes das delações do ex-governador de Mato Grosso, Pedro Nadaf, e do ex-secretário de Casa Civil, Pedro Nadaf. Pedido de compartilhamento partiu da 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso.

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“Tratando-se de solicitações de compartilhamento de provas (ou de meios de prova), dê-se vista das PET’s 7085 e 6578 à Procuradoria-Geral da República para manifestação. Cumpridas as determinações supra e retornando da PGR, voltem conclusos. Brasília, 4 de fevereiro de 2021”, despachou.

O termo de delação de Silval, identificado pelo número 7085, comporta ainda as colaborações de Roseli de Fátima Meira Barbosa, Rodrigo da Cunha Barbosa, Antônio da Cunha Barbosa Filho e Sílvio Cézar Correa Araújo. Delação de Nadaf é identificada pelo número 6578.

Recentemente o Supremo alertou sobre confusão no pagamento de R$ 23 milhões acordados pelo ex-governador Silval Barbosa junto ao Ministério Público Federal (MPF) em sua delação premiada. 
 
A defesa de Silval se manifestou com preocupação no STF sobre a confusão. Conforme esclarecido, dos 70 milhões que o ex-governador se comprometeu a devolver, R$ 46 milhões, segundo acordo original, foi quitada por meio de dação de imóveis. O valor restante, pouco mais de R$ 23 milhões, seria pago em dinheiro, por meio de parcelas.

De acordo a defesa do ex-governador o MPF aceitou substituir os R$ 23 milhões em dinheiro por outros imóveis.  Segundo consta na manifestação, peritos indicados pelo próprio Ministério Público avaliaram os bens, afirmando que restaria apenas pouco mais de R$ 600 mil a ser pago em dinheiro. Assim, não haveria atraso no pagamento.

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