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Sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

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Defesa de Misael pede que Google e Facebook excluam vídeos que indicam suposta compra de apoio

Da Redação - Vinicius Mendes

26 Out 2020 - 10:16

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Defesa de Misael pede que Google e Facebook excluam vídeos que indicam suposta compra de apoio
A defesa do vereador Misael Galvão (PTB), candidato à reeleição, entrou com uma representação contra o Facebook, o Google e contra os sites e perfis que compartilharam os vídeos em que supostamente ocorreu compra de apoio para o candidato. Afirmou que o vídeo pode prejudicar a imagem do candidato e também o equilíbrio do pleito eleitoral.
 
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Os advogados Breno de Almeida Correa e Sadi Luiz Brustolin Junior, que patrocinam a defesa de Misael, entraram com uma representação por propaganda negativa irregular com pedido de tutela provisória de urgência contra Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., Google Brasil Internet Ltda, bem como contra sites e donos de perfis que compartilharam os vídeos.
 
A defesa afirmou que Misael tomou conhecimento da veiculação em mídias sociais, do vídeo editado em que é atribuída a ele a prática de condutas eleitorais ilícitas, especificamente o oferecimento de remuneração em troca votos, além colagem de adesivos em residências e carros. Segundo os advogados, Misael não aparece nas imagens.
 
“O referido vídeo não mostra o candidato pessoalmente praticando quaisquer das condutas ignóbeis descritas, apresenta baixa resolução, ao ponto se dificultar, senão inviabilizar completamente a identificação dos interlocutores nele retratados, se mostra editado, apresentando cortes exatamente no fragmento em que se credita às pessoas gravadas o oferecimento de valores, além de se tratar de vídeo de origem unilateral, apócrifo e anônimo”.
 
Eles argumentaram que as publicações podem prejudicar a imagem de Misael, além de afetar o equilíbrio do pleito eleitoral, seja com a manutenção nos perfis ou com a disseminação em redes sociais.
 
Os advogados pediram à Justiça que seja determinado ao Facebook que exclua o vídeo do Instagram, além de que proceda com o bloqueio da circulação dos arquivos pelo Whatsapp. Também pediram que o Google proceda ao imediato bloqueio da visualização e compartilhamento do vídeo. O mesmo também foi pedido com relação aos outros alvos da representação.

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