Olhar Jurídico

Terça-feira, 04 de agosto de 2020

Notícias / Criminal

Família de jovem morta com tiro na cabeça pede que fiança de empresário seja majorada para R$ 1 milhão

Da Redação - Arthur Santos da Silva

14 Jul 2020 - 15:21

Foto: Olhar Direto

Advogado Helio Nishiyama

Advogado Helio Nishiyama

O advogado Helio Nishiyama, representante dos familiares de Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, que morreu com um tiro na cabeça durante a noite de domingo (12), pediu que a fiança arbitrada para a liberdade do empresário Marcelo Martins Cestari seja majorada de R$ 1 mil para R$ 1 milhão. Marcelo é atirador esportivo e pai da menor acusada de ter efetuado o disparo classificado como acidental.

Leia também 
TJ nega desbloquear bens e valores de ex-deputado acionado em ação sobre mensalinho


Informação foi inicialmente divulgada pelo site Ponto na Curva e confirmada pelo advogado ao Olhar Jurídico. O empresário foi detido após a localização de armamento irregular em sua residência no Condomínio Alphaville 1, em Cuiabá, local do crime.
 
Segundo o Ponto na Curva, Hélio Nishiyama argumenta que o delegado responsável por estipular a fiança não observou os critérios previstos no Código de Processo Penal (CPP), dentre eles a natureza da infração e as condições pessoais de fortuna.
 
“Não se trata, portanto, de mero crime de posse irregular de arma de fogo sem gravidade concreta. Muito pelo contrário, trata-se de crime que, embora punido com pena de apenas 03 (três) anos de detenção [o que no plano abstrato revelaria ínfima gravidade], no caso concreto teve grave consequência, qual seja, a morte da jovem de apenas 14 (quatorze) anos de idade”, destacou publicação do Ponto na Curva.
 
Outra questão apontada é a condição financeira do empresário, que de acordo com o documento, reside em uma residência localizado no condomínio mais luxuoso de Cuiabá e possui em sua garagem uma Lamborghini adquirida pelo valor de R$ 425 mil, bem como um aeronave avaliada em R$ 2,5 milhões e sociedade em uma empresa com cota acima de R$ 10 milhões.      
 
A comunicado de prisão em flagrante de Marcelo Cestari é julgada na Décima Vara Criminal pelo magistrado João Bosco Soares da Silva.

Tragédia em Cuiabá
 

Adolescente de 14 anos praticante de tiro desportivo atirou de forma acidental e matou Isabele Guimarães Ramos, também de 14, no último domingo (12), no condomínio Alphaville, em Cuiabá. 
 
O empresário Marcelo Martins Cestari, 46 anos, pai da adolescente de 14 anos que matou a amiga, foi preso em flagrante pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. Ele, que também é atirador desportivo, foi liberado após pagamento de fiança.
 
Segundo boletim de ocorrência, uma das sete armas encontradas na casa estava em nome do pai da adolescente que disparou acidentalmente. Quatro aguardavam registro e duas estavam em nome de terceira pessoa.
 

8 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Benedito costa
    15 Jul 2020 às 06:54

    Não existe disparo de arma acidentalmente se alguém a estiver manuseando. Alguém pegou nela e pelo movimento pode ter sido disparada. Mesmo assim é um crime tem que pagar isso, tanto a guria quanto seu Pai. Por outro lado deveriam estar detidos até a conclusão do inquérito e concordo que a fiança deveria ser um valor proporcional a riqueza do cara.

  • LF
    15 Jul 2020 às 03:42

    Notícias como essa e vejo pessoas insistindo em liberação do porte de armas! Triste!!! Acho q a justiça não pode deixar se aumentar essa fiança aí, tá muito leve pra ele! Essa fiança não paga o que ele pagou na arma!

  • Leandra
    14 Jul 2020 às 21:17

    Ouvi dizer, que a arma, que efetuou o disparo, pertencia ao namorado da ré, em nome de quem, está registrado tal armamento? A verdade, abrange, muito mais coisas, que nós temos conhecimento.

  • Eita
    14 Jul 2020 às 19:55

    Tragédia seria se um raio tivesse caido na menina e ela morresse. Isso foi crime. Ela foi assassinada.

  • Cleusa
    14 Jul 2020 às 18:02

    Elevar fiança não trará a VIDA da adolescente....

  • Chacal
    14 Jul 2020 às 17:21

    O valor da fiança é indiferente, resta saber se foi ou não acidental, isso é que importa.

  • Zeca
    14 Jul 2020 às 16:30

    O que significa um milhão de fiança? Claro que não há um mínimo de lógica para isso. O pai da menor responderá pelo ocorrido por muitos anos, podendo até ser preso. Mas infelizmente no Brasil só falam em dinheiro.

  • ESSA É A JUSTIÇA
    14 Jul 2020 às 16:07

    E DAÍ ? VIDA SEM VALOR. 1.000 FIANÇA MENOR QUALQUER UMA DAS ARMAS.....É DAÍ

Sitevip Internet