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Quarta-feira, 08 de julho de 2020

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Juiz bloqueia R$ 805 mil em bens de acusada por morte de cantor

Da Redação - Arthur Santos da Silva

05 Fev 2020 - 14:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juiz bloqueia R$ 805 mil em bens de acusada por morte de cantor
O juiz Yale Sabo Mendes determinou bloqueio de bens no valor de R$ 805 mil em nome da bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, acusada pela morte do cantor Ramon Alcides Viveiros, acidente registrado próximo à boate Valley, em Cuiabá.

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A decisão da Sétima Vara Cível foi estabelecida na terça-feira (4). Bens serão bloqueados em consequência de pedido de indenização. Familiares de Ramon Alcides são autores do processo. 
 
Segundo decisão do magistrado, “subsistem fortes indícios a respeito do agir culposo, notadamente diante da conclusão das investigações preliminares, da perícia e do inquérito policial”.
 
O crime em frente à boate Valley ocorreu no dia 23 de dezembro de 2018, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. Rafaela Screnci também é denunciada, em processo que pode levar a júri popular, por crime de homicídio na modalidade de dolo eventual (por duas vezes) e homicídio tentado.

Na ocasião do acidente, a denunciada atropelou Mylena de Lacerda Inocêncio, Ramon Alcides Viveiros e Hya Giroto Santos, causando a morte das duas primeiras vítimas e gravíssimas lesões corporais na terceira.

Ao dirigir em notório estado de embriaguez e em velocidade acima do permitido, conforme o MPE, a acusada Rafaela Screnci assumiu o risco de produzir o resultado morte.
 
Yale comentou ainda sobre a necessidade de indenização. “Quanto ao valor da indenização dos danos morais para fins de constituição do capital indicado na exordial (200 salários mínimos para cada um dos autores), como dito, a grandeza da dor causada aos Requerentes é, pois, evidente e inestimável, impondo-se que as indenizações sejam valoradas à altura, não com o intuito de compensação, já que isso seria impossível, mas para aliviar de certo modo os transtornos vivenciados.”.
 
O bloqueio de bens atingirá ainda o pai de Rafaela Screnci, também acionado. 

30 comentários

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  • Ela
    08 Fev 2020 às 16:21

    Só quero acrescentar para os comentários que citam as vítimas como pessoas bêbadas no meio da rua e fora da faixa que, isso não quer dizer que a pessoa deva ser atropelada e morta. Contra a lei aqui é DIRIGIR ALCOOLIZADO (A). E isso a bióloga estava, até cagar na viatura ela cagou (perdeu o sentido de tudo). E mais empatia com as pessoas. Aposto se fosse um familiar seu você iria querer todo o dinheiro do mundo, mesmo não precisando. Pq têm humanos que são assim, só aprendem perdendo dinheiro. Pq se tivesse fazendo a sua parte de não dirigir embriagado nada disso tinha acontecido. Não teria se colado em risco e não teria provocado mortes.

  • Marcelo
    08 Fev 2020 às 15:54

    To vendo muita gente defendendo a motorista, queria ver se fosse filho de um de vocês que tivesse sido morto por um bêbado se aceitariam assim de boa. Muita hipocrisia.

  • Maucwb
    08 Fev 2020 às 07:03

    Lendo alguns comentários, não sei se quem os fez esta brincando ou realmente são deveras desconhecedores das leis. Primeiro, 200 salários mínimos não acarreta enriquecimento ilícito ou sem causa, Sr. Honesto, e na minha opinião é muito pouco pela tragédia provocada Em segundo lugar, ao bloquear bens do pai da Bióloga, garanto que ocorreu devido a responsabilidade solidária, que existe do proprietário do veiculo com a condutora que provocou o acidente. Assim, a decisão do Juíz esta correta, só lamento que o valor bloqueado não tenha sido maior.

  • TÔ TE ESTRANHANDO DR.
    07 Fev 2020 às 09:03

    Que triste isso! Será vdde mesmo? Logo o Dr Yale que sempre atuou aplicando a verdadeira justiça, desde a época que atuava no juizado especial, sempre protegendo os menos favorecidos. Será que mudou a concepção de justiça dele ou mudaram os assessores que produzem as decisões? Ou nesse caso ele resolveu "mudar" sua convicção? MUITO ESTRANHO ESSA MUDANÇA HEIM DR. YALE.

  • Cornolhos
    07 Fev 2020 às 01:56

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Antonia
    06 Fev 2020 às 23:59

    Sinceramente ? Se uma bebada matasse seu filho ? O que você faria ? No mínimo prisão perpétua certo ?

  • Wilson William
    06 Fev 2020 às 15:14

    C.F. - Art 5° todos São iguais perante a lei. EXCETO Procuradores, Promotores, ou pessoas que Tenham alto poder Aquisitivo, sendo estas santidades, não devendo ser comparadas com plebeus. #PaísIdiota.

  • Flávia Fernanda
    06 Fev 2020 às 14:41

    Este desembargador não está fazendo justiça. Isso já é vingança contra quem não tem nada a ver com isso. Desnecessário atingir a família da motorista. Já que ele sofre, porque não ajuda pessoas pobres que perderam seus entes queridos do mesmo jeito? Isso não é mais justiça, mas sim caça aos tesouros e dinheiro algum irá trazer o filho de volta!

  • Xomano
    06 Fev 2020 às 14:25

    É lendo os comentários abaixo que percebemos a grande distância entre senso comum e o que encontra-se escrito na legislação. Não gostam? Votem melhor, coloque um deputado que faça as coisas da forma com que querem e parem de choramingar.

  • HONESTO
    06 Fev 2020 às 11:57

    E aquela história de que a indenização por danos morais não pode enriquecer a vítima, nem empobrecer o autor? E aquela de que a reparação dos danos não pode passar da pessoa do condenado?

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