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Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

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Empresa acusada de envolvimento na ‘máfia das gráficas’ pede fim de recuperação judicial

Da Redação - Arthur Santos da Silva

10 Dez 2019 - 14:45

Foto: Reprodução

Jorge Defanti

Jorge Defanti

A juíza Anglizey Solivan de Oliveira, da Primeira Vara Especializada em Recuperação Judicial e Falência de Cuiabá, determinou que o Ministério Público (MPE) se manifeste antes de decidir sobre a possibilidade de encerrar a recuperação judicial da empresa Defanti Indústria, Comércio, Gráfica e Editora Ltda, propriedade de Jorge Luiz Defanti que estava endividada em aproximadamente R$ 1,6 milhão.

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O pedido de recuperação judicial foi aceito pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes em 2016. Defanti é um dos 32 empresários acusados de participar de um suposto esquema, classificado pelo Ministério Público Estadual como "Máfia das Gráficas, que teria desviado dinheiro dos cofres da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por meio de fraudes em licitação para aquisição de materiais gráficos, em 2012.
 
Na recuperação, a empresa relatou que iniciou suas atividades comerciais no ano de 1992 na fabricação e comercialização de materiais gráficos dos mais diversos.  Até o ano de 2014 teve a saúde financeira estável com um bom estoque de matéria prima e a adimplência de clientes.
 
Ocorre que, no mês de outubro de 2014 o número de inadimplência dos clientes elevou, inclusive do estado de Mato Grosso e principalmente com a campanha eleitoral daquele ano, que somaram cerca de R$ 3 milhões. A crise no caixa gerou as dívidas.
 
Ainda em 2016, após a aprovação do pedido de recuperação judicial, houve homologação da lista de credores, alcançando o montante de R$ 1,6 milhões.
 
O fim da recuperação
 

A empresa requereu pelo encerramento da recuperação judicial. Afirmou a recuperanda que após a homologação do plano iniciou-se o período de cumprimento, “não havendo mais necessidade de que esses autos continuem tramitando, e soba análise do juízo, credores, administração judicial e Ministério Público”.
 
Antes de decidir, a magistrada notificou o administrador judicial para que informe se todas as obrigações previstas no plano foram cumpridas. Depois, o Ministério Público deve emitir parecer.

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