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Sexta-feira, 06 de dezembro de 2019

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Sem comprovação de pagamentos, PGR pode anular do acordo de delação de Alan Malouf

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

20 Nov 2019 - 11:31

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Sem comprovação de pagamentos, PGR pode anular do acordo de delação de Alan Malouf
A Procuradoria-Geral da República está cobrando do empresário Allan Malouf, o pagamento da primeira e da terceira parcela de R$ 212 mil da restituição prevista em seu acordo de delação premiada celebrado com o Ministério Público Federal. Caso os pagamentos não forem comprovados, o acordo pode ser rescindido.

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De acordo com a PGR, existe a comprovação apenas do pagamento da segunda das dez parcelas de R$ 212 mil, quitada com o atraso de cinco meses, no valor atualizado de R$ 233 mil.

A PGR também explica que não há notícia da quitação da primeira e da terceira cota, já vencidas.

Em documento encaminhado ao Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, a PGR destaca que pretende executar bens do empresário, caso ele não comprove os pagamentos atrasados.

O documento também pede a rescisão imediata do acordo de colaboração, caso não seja possível a execução de bens.

O empresário Alan Malouf se comprometeu a pagar R$ 5,5 milhões como parte do seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Exatos R$ 4 milhões são referentes a multas. Restante, R$ 1,5 milhão será pago como indenização por danos morais pelos crimes cometidos.

Do total que Alan Malouf irá pagar aos cofres públicos, R$ 3,3 milhões serão quitados via imóveis de propriedade do delator.

O restante do valor está sendo dividido em 10 prestações. Justamente as prestações que estão sofrendo com atraso.

Malouf foi condenado a 11 anos de prisão por integrar uma organização criminosa que desviou verba da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) entre os anos de 2015 e 2016, durante o governo de Pedro Taques (PSDB). 

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