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Sexta-feira, 22 de novembro de 2019

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Fazendas que eram de Silval, avaliadas em R$ 23 mi, podem acabar sendo assentadas se não receberem lances

Da Redação - Vinicius Mendes

31 Out 2019 - 10:37

Foto: Reprodução

Fazendas que eram de Silval, avaliadas em R$ 23 mi, podem acabar sendo assentadas se não receberem lances
Marcelo Miranda, proprietário da M7 Leilões, empresa gestora do leilão do Poder Judiciário de Mato Grosso sobre as propriedades do ex-governador Silval Barbosa, que foram entregues em delação premiada, afirmou que as três fazendas que ainda não receberam lances, avaliadas em R$ 23.272.990,00, podem acabar sendo assentadas, caso não sejam arrematadas. No entanto, ele afirmou que a expectativa é que as propriedades recebam lances no leilão presencial que deve ocorrer hoje (31).
 
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Ainda não receberam lances as três fazendas localizadas no município de Peixoto de Azevedo. A Fazenda Serra Dourada II está sendo leiloada com lance inicial de R$ 16.572.200,00 enquanto a Fazenda Lagoa Dourada I está por R$ 5.248.550,00 e a Fazenda Lagoa Dourada está com lance mínimo de R$ 1.452.240,00.
 
A M7 Leiões, empresa gestora deste leilão, no entanto, espera receber lances no leilão presencial que deve ocorrer nesta quinta-feira (31). Marcelo Miranda avalia que, em decorrência dos altos valores, os interessados ficam receosos em fazer negociações pela internet.
 
“São três ainda que não receberam lances, e a previsão é de receber hoje lances presenciais, são as fazendas que tem o maior valor, e os compradores são de perfil mais receosos com tecnologia, então por isso mesmo que iremos fazer presencial, não tínhamos esta obrigação, mas fizemos para facilitar. Já tem gente hospedada em hotel, que veio para fazer lances presenciais, então tem vários interessados”, garantiu Miranda.
 
Marcelo também avaliou que as propriedades não receberam lances até agora por causa da estratégia dos compradores, que buscam esperar o último momento para tentar arrematar os itens. Os interessados, inclusive fizeram propostas não oficiais pelas terras, segundo Miranda, de R$ 28 milhões, mas para compra direta, sem leilão, o que não foi aceito pelo Estado.
 
“O pessoal deixa para o último dia para tentar arrematar pelo menor lance possível. [Mas tem quem] fica criando tumulto, sai notícia em jornal para prejudicar, aí tem corretor que quer melar o negócio, fica falando para fazer por compra direta, aí falam que a área está invadida quando não está, falam que vai ter assentamento. E pelos valores dos imóveis serem consideráveis, então as pessoas ficam em apreensão, querem falar olho no olho. Então tem várias pessoas interessadas que não querem que ocorra o leilão. Por isso que o magistrado quis dar maior publicidade a estes leilões, para que haja transparência”.
 
No entanto, ainda existe a possibilidade das três fazendas não receberem lances. Caso isso aconteça, Marcelo explicou que ocorreria uma nova praça, com flexibilização de prazo, ou eventual venda direta. Ele também disse que existiria a possibilidade até mesmo de assentamento das fazendas, de acordo com o que o Estado decidisse. Os lances pela internet podem ser feitos pelo link.

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