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Construtoras, grupo de PCHs e transportadora assumiram débito de R$ 70 milhões, diz delator

Da Redação - Arthur Santos da Silva

02 Out 2019 - 08:10

Foto: Reprodução

Construtoras, grupo de PCHs e transportadora assumiram débito de R$ 70 milhões, diz delator
Delator premiado e ex-superintendente do Bic Banco em Cuiabá, Luiz Carlos Cuzziol explicou na Justiça Federal que diversos empréstimos feitos por empresas, com garantia dada pelo governo de Mato Grosso foram pagos por terceiros interessados.

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Ao longo dos anos, o montante de todas as negociações no Bic Banco beirou R$ 300 milhões. Segundo o colaborador, no final das operações, restaram aproximadamente R$ 70 milhões atrasados. Para quitar a dívida, um grupo de empresas se juntou.
 
Entre os citados estão Todeschini Construções e Terraplanagem,  Trimec Construções e Terraplenagem, Santa Cruz Engenharia, Guaxe Construtora, a Transportadora Martelli e o Grupo Juruena  (responsável por Pequenas Centrais Hidrelétricas). 
 
“Mudou o governador, o outro que assumiu [Silval Barbosa], que seria a pessoa para liquidar, também não liquidou. Teve operações que foram feitas na gestão dele também. Na mesma modalidade anterior”, afirmou o delator em depoimento. “Chegou um determinado momento que não tinha solução”, complementou.
 
Segundo o colaborador premiado, mesmo com a mobilização para o pagamento, muitos valores seguiram em débito. Foi o caso dos empréstimos concedidos à pessoa jurídica Ortolan Assessoria e Negócios Ltda. Somente com a Ortolan, provas obtidas pelo Ministério Público federal apontam inúmeras operações ilícitas totalizando aproximadamente R$ 12 milhões.
 
A forma de empréstimo
 
Segundo o Ministério Público Federal, muitas das operações tinham como garantia créditos fictícios que as empresas possuíam junto ao governo do estado de Mato Grosso por meio de simulação de prestação de serviços.
 
Cuzziol
 
Luiz Carlos Cuzziol firmou delação premiada junto ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), em Brasília. O colaborador já foi condenado em ação da Ararath.  Processo de 2015 gerou pena de 31 anos de reclusão. 

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