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Segunda-feira, 18 de novembro de 2019

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Conselheiros defendem colega denunciada por suposto tráfico de influência

Da Redação - Arthur Santos da Silva

17 Set 2019 - 15:27

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

Conselheiros defendem colega denunciada por suposto tráfico de influência
Conselheiros titulares e interinos do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE) defenderam em sessão desta terça-feira (17) a colega Jaqueline Jacobsen, alvo de denúncia anônima que aponta suposto tráfico de influência na Corte de Contas.

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Conforme divulgado pelo site FolhaMax, Jacobsen é alvo de uma denúncia anônima analisada pelos Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF). De acordo com documentos, a conselheira interina teria em seu gabinete o advogado e servidor comissionado, Raphael Vargas Licciardi.
 
Licciardi teria a função, segundo denunciado, de captar clientes para o escritório de assessoria jurídica onde atuaria a filha e a irmã da conselheira interina, respectivamente, Eveline Guerra da Silva e Camila Salete Jacobsen.
 
O conselheiro interino Luiz Henrique Lima foi o primeiro a defender a colega.  “Há muita gente incomodada e nervosa com decisões que vem sendo adotadas e com outras que estão por vir. Há muitos interesses contrariados. A virulência dos ataques revela a fraqueza moral dos agressores. Nada disso abala a nossa tranquilidade. Nada disso reduz o nosso entusiasmo em fazer o TCE avançar na sua atuação em prol da sociedade. Nada disso nos deterá na nossa caminhada que é prudente e humilde. Mas também é segura e determinada”, afirmou.
 
O conselheiro interino João Batista de Camargo citou “poderosas organizações que estão há muito tempo encasteladas na administração pública”. “A nossa colega Jaqueline, assim como alguns de nós, tem tomado decisões corajosas que contrariam interesses poderosos. De poderosas organizações há muito tempo encasteladas na administração pública. O ataque contra a conselheira Jaqueline Jacobsen não é isolado e faz parte de um plano orquestrado contra os conselheiros substitutos que exercem a interinidade neste Tribunal. Essa situação é inadmissível”.
 
Moises Maciel ligou os supostos ataques à proximidade da eleição da Mesa Diretora do órgão para o biênio 2020/2021. “Toda essa agitação, me parece, é por causa da eleição, que se avizinha, que é um movimento interna corporis. É algo que já resolvemos uma vez com muita tranquilidade, e resolveremos mais uma vez com muita tranquilidade. Eu estranho todos esses ataques que esta instituição tem sofrido e me solidarizo em relação a doutora Jaqueline. Quando atacam qualquer pessoa desse Tribunal, todo o Tribunal é atacado. Até o mais simples dos servidores”, apontou ele.
 
Guilherme Maluf, Luiz Carlos Pereira e Isaias Lopes da Cunha também expuseram apoio. Após as manifestações, Jaqueline Jacobsen agradeceu a Deus e aos seus colegas, encerrando o assunto.

Confira nota enviada ao Olhar Jurídico:

5 comentários

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  • Jose
    18 Set 2019 às 07:22

    Pq a proximidade da eleição para Presidente do TCE teria relação com a denúncia? Difícil relacionar isso, afinal Cons. Substituto não pode sequer se candidatar!

  • Roberto rezende
    17 Set 2019 às 19:49

    A PILANTRAGEN NAO E DAS PESSOAS É DO CARGO,ENTROU JA PENSANDO NAS MUTRETAS,A PREFEITURA DE SAO FELIX DO ARAGUAIA,ESTA NA CARTEIRA DA EMPRESA,ADIVINHA QUEM JULGOU AS CONTAS DA PREFEITA DE SAO FELIX DO ARAGUAIA,QUEM ADIVINHAR GANHA UM DOCE!!

  • INFRAESTRUTURA
    17 Set 2019 às 17:01

    Vivemos há quase 10 anos numa guerra com empresários de um determinado segmento, membros de alguns Poderes e políticos. Dentro do TCE, Dra Jaqueline deu o início à guerra contra as maracutaias que estavam historicamente entranhadas no corvil. Enfrentou e vem enfrentando uma máfia, juntamente com Conselheiros e interinos do bem.Tenho grande admiração por sua pessoa. Deus à frente e a batalha certamente será ganha. Aliás, já está.

  • Bob
    17 Set 2019 às 16:20

    Essa defesa por parte dos demais conselheiros chama-se corporativismo! Mas é no mínimo estranha essa relação da filha, da irmã e do assessor com os entes públicos conforme consta na denúncia. Por que outros escritórios de advocacia, muitos com mais tempo de serviço não conseguem esses contratos com essas prefeituras?

  • Alberto
    17 Set 2019 às 15:53

    Mas todas essas denúncias tem que ser apuradas. Há indícios , conforme relata o denunciante, senão ficará a forte impressão de corporativismo.

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