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Domingo, 22 de setembro de 2019

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Defesa nega reincidência de Paccola e pede que prisão seja revogada

Da Redação - Arthur Santos da Silva

10 Set 2019 - 18:06

Foto: Olhar Direto

Defesa nega reincidência de Paccola e pede que prisão seja revogada
O tenente-coronel Marcos Paccola pediu nesta terça-feira (10) que a decisão que decretou sua prisão preventiva seja revista pelo juiz João Bosco Costa Soares. A informação foi confirmada ao Olhar Jurídico pelo advogado Ricardo Monteiro. Segundo argumentado, os fundamentos da detenção não são verdadeiros.
 
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Paccola foi detido no domingo (8). Conforme o Ministério Público (MPE), investigações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Promotoria Militar comprovam que no final da tarde do dia 21 de agosto, data em que a Operação Coverage foi deflagrada, o militar voltou a acessar o Sistema de Registro de Gerenciamento de Armas de Fogo da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar (PM).
 
Ocorre que, segundo Ricardo Monteiro, na data descrita o acusado estava prestando serviço na cidade de Sinop (482 km de Cuiabá). A defesa juntou aos autos comprovantes de hospedagem e fotografias.
 
Ainda segundo Ricardo Monteiro, foi requisitado estrato de acessos ao sistema de registros da PM no dia 21 de agosto. Documento gerado, conforme a defesa, apresentou histórico de cinco acessos na data. Porém, não há identificação de entrada em nome de Paccola ou de outra pessoa investigada.
 
A prisão
 
Consta no pedido de prisão efetuado pelo MPE, que o militar promoveu alterações no histórico da arma de fogo de número de série B27551 e número Sigma 896367, vinculada ao boletim reservado 287, em favor do grupo criminoso alvo da Operação Coverage.
 
“Imprescindível ressaltar que o acesso ao sistema SIRGAF da PMMT ocorreu após a deflagração da Operação Coverage realizada na manhã do dia 21/09/2019, fato este que causa muito espanto e que demonstra de maneira irrefutável que a organização criminosa ora desvelada continua operando mesmo com a atuação deste Juízo e Ministério Público Estadual”, argumentaram os promotores de Justiça.
 
Na decisão que determinou a prisão preventiva do tenente-coronel, o juiz João Bosco Soares da Silva ressalta que, mesmo em liberdade, por força de ordem de habeas corpus concedida pelo Tribunal de Justiça, o denunciado “continua a realizar atos ilícitos de obstrução da justiça”, conforme informações encaminhadas pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
 
Denúncia
 
Cinco oficiais da Polícia Militar foram denunciados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, na quarta-feira (5), pelos crimes de organização criminosa, embaraço de investigação em três inquéritos, falsidade ideológica, fraude processual e inserção de dados falsos em sistema de informações. 

Além da condenação pelos crimes praticados, o Ministério Público requereu que, ao final da ação penal, seja decretada a perda definitiva do cargo público dos cinco réus.
 
Foram denunciados, além de Paccola, o 2º tenente Cleber de Souza Ferreira, o tenente Thiago Satiro Albino, o tenente-coronel Sada Ribeiro Ferreira e o 3º sargento Berison Costa e Silva.

2 comentários

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  • Cida
    10 Set 2019 às 21:44

    Esse pessoal é barra pesada

  • Adaildon E M Costa
    10 Set 2019 às 21:15

    Estão cometendo uma violência contra o Ten Cel Paccola. Trata-se de um excelente cidadão, excepcional profissional, que tem relevantes serviços prestados aos Mato-Grossenses. Lamentável, a restrição de liberdade do Paccola fere de morte o ordenamento jurídico. Entendo tratar-se de uma prisão desnecessária, arbitrária, podendo ser classificada como abusiva.

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