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Domingo, 22 de setembro de 2019

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Investigação suspeita que organização usa com frequência sistema da PM para 'esquentar' armas

Da Redação - Arthur Santos da Silva

24 Ago 2019 - 15:05

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Investigação suspeita que organização usa com frequência sistema da PM para 'esquentar' armas
Informações produzidas pela Operação Coverage levantam suspeita de que membros da Polícia Militar (PM) podem agir de forma recorrente para “esquentar” armas no Sistema Informatizado responsável pela homologação dos bens.
 
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A suspeita foi levantada após investigadores da Coverage visualizarem mensagens em um grupo no Whatsapp formado por policiais. Um dos membros questiona se alguém está vendendo uma pistola. Mensagens irônicas sucedem o texto inicial (Confira na imagem).
 
“Ao que parece, os investigados utilizam o sistema informatizado da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, para prática reiterada de ilícitos diversos. Tal situação faz crê que as condutas criminosas da organização criminosa são freqüentes no âmbito da corporação, condutas estas que desonram e atingem de morta a sempre bem vista imagem da Polícia Militar deste Estado”, afirmaram os investigadores.

Nesta quarta-feira (21), a Promotoria Militar, em conjunto com o  Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a Operação Coverage, que visou cumprir mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e pessoal contra os policiais militares 2º Ten PM Cleber de Souza Ferreira, Ten PM Thiago Satiro Albino, Ten Cel PM Marcos Eduardo Ticianel Paccola e Ten Cel PM Sada Ribeiro Parreira, por crimes de organização criminosa armada, obstrução de justiça, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação.
 
De acordo com a investigação, a partir de provas compartilhas pela Polícia Civil, devidamente autorizada pelo Poder Judiciário, exame balístico comprovou que uma pistola tipo Glock, 9 mm, pertencente ao tenente Cleber de Souza Ferreira foi utilizada em 7 crimes de homicídio (4 tentados e 3 consumados) praticados pelo grupo de extermínio denominado Mercenários.
 
Conforme as investigações, com a finalidade de obstruir as investigações relacionadas aos referidos homicídios, os policiais militares articularam a alteração do registro da arma de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema da Polícia Militar, tudo para ocultar que na data dos 7 crimes de homicídios a pistola já estava em poder do tenente Cleber de Souza Ferreira.

1 comentário

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  • BEM ASSIM
    25 Ago 2019 às 07:33

    O ruim é constatar que o Ministério Público age basicamente por vingança, após a delação de militares na Grampolândia as ações do MP estão voltadas contra a PM, seria bom que agissem cumprindo sua atribuição constitucional. Portanto a indagação é: quando agirão contra a Assembléia, Tribunal de Contas, de Justiça e outros órgãos...talvez nunca...

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