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Segunda-feira, 16 de setembro de 2019

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Gaeco afirma que PM preso está envolvido com grupo de extermínio e arma foi utilizada em 7 crimes

Da Redação - Vinicius Mendes

21 Ago 2019 - 16:07

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Gaeco afirma que PM preso está envolvido com grupo de extermínio e arma foi utilizada em 7 crimes
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) apurou que a arma do 2º Ten PM Cleber de Souza Ferreira, alvo da operação deflagrada nesta quarta-feira (21), já foi utilizada em sete crimes praticados pelo grupo de extermínio denominado Mercenários. A “Operação Coverage” visou cumprir mandados contra quatro policiais militares por crimes de organização criminosa armada, obstrução de justiça, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação.
 
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Nesta quarta-feira (21), a Promotoria Militar, em conjunto com o GAECO – força tarefa composta pela Policia Militar, Civil e Ministério Público, e a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagraram, respectivamente, a “Operação Coverage” (palavra em latim que significa Cobertura), e a 3ª fase da “Operação Mercenários”.
 
Na operação da DHPP foram cumpridos três mandados de prisão preventiva contra o Tenente Cleber de Souza Ferreira e dois mandados de prisão preventiva contra Claudiomar Garcia de Carvalho, por crimes de homicídios qualificados em atividade típica de grupo de extermínio – Mercenários. Cleber já estava preso em decorrência da Operação Assepsia, que investiga a facilitação de entrada celulares na Penitenciária Central do Estado.
 
A operação do GAECO visou cumprir mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e pessoal contra os policiais militares 2º Ten PM Cleber de Souza Ferreira, Ten PM Thiago Satiro Albino, Ten Cel PM Marcos Eduardo Ticianel Paccola e Ten Cel PM Sada Ribeiro Parreira, por crimes de organização criminosa armada, obstrução de justiça, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação.
 
De acordo com a investigação realizada pela Promotoria Militar com o apoio do GAECO, a partir de provas compartilhas pela Polícia Civil, devidamente autorizada pelo Poder Judiciário, exame balístico comprovou que uma pistola tipo Glock, 9 mm, pertencente ao tenente Cleber de Souza Ferreira foi utilizada em sete crimes de homicídio (quatro tentados e três consumados) praticados pelo grupo de extermínio denominado Mercenários.
 
Conforme as investigações, com a finalidade de obstruir as investigações relacionadas aos referidos homicídios, os policiais militares articularam a alteração do registro da arma de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema da Polícia Militar, tudo para ocultar que na data dos 7 crimes de homicídios a pistola já estava em poder do tenente Cleber de Souza Ferreira.

Salvo-conduto

Um dos alvos da operação, o Ten Cel PM Marcos Eduardo Ticianel Paccola conseguiu se livrar da prisão. A defesa do tenente-coronel, patrocinada pelo advogado Ricardo Monteiro, afirmou que informações sobre a operação do Gaeco vazaram há algumas semanas. Ele conseguiu na Justiça de Mato Grosso, na madrugada de hoje, um Habeas Corpus preventivo (salvo-conduto), evitando o cumprimento do mandado de prisão emitido contra o coronel.

“Faz duas semanas que estão pregando um terror dentro da Polícia Militar, conversas de que oficiais seriam presos, e isso vem aumentando, aumentando, até que no início desta semana chegou ao ponto de aparecerem nomes, que seriam presos, diante disso, como apareceu do Marcos Paccola, não nos restou outra alternativa senão impetrar um habeas corpus preventivo”, disse o advogado em entrevista.

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