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Domingo, 16 de fevereiro de 2020

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Provas sobre entrada de celulares na PCE são compartilhadas com a PJC e Corregedoria da PM

Da Redação - Arthur Santos da Silva

05 Ago 2019 - 16:19

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Provas sobre entrada de celulares na PCE são compartilhadas com a PJC e Corregedoria da PM
A juíza Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, autorizou o compartilhamento de provas em inquéritos policiais que estão tramitando no âmbito da Polícia Militar e da Polícia Judiciária Civil (PJC) contra o diretor da Penitenciária Central do Estado (PCE), Revétrio Francisco da Costa e mais seis pessoas acusadas na Operação Assepsia, que apurou facilitações para entrada de aparelhos celulares na cadeia.
 
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O compartilhamento estava sob segredo de justiça até a decisão que recebeu o processo e tornou os acusados réus. “Ante o exposto, defiro o requerido pela Policia Judiciária Civil e pela Policia Militar e autorizo o compartilhamento de provas com os Inquéritos Policiais em tramitação no âmbito da Polícia Judiciária Civil e à Corregedoria-Geral da PM-MT para instrução de procedimentos administrativos”, decidiu Ana Cristina.
 
Conforme revelado, o empréstimo de provas busca dar musculatura a procedimento disciplinar no âmbito da Policia Militar, bem como outros inquéritos policiais em tramitação na Policia Civil.

Além de Revétrio, são réus Paulo Cesar dos Santos, vulgo “Petróleo”  e Luciano Mariano da Silva, conhecido como “Marreta”, ambos pertencentes ao Comando Vermelho; o vice-diretor da PCE, Reginaldo Alves dos Santos e os militares Cleber de Souza Ferreira, Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira e Denizel Moreira dos Santos Júnior.
 
O crime

 
No dia 6 de junho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram localizados 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido.  Todo o  material estava acondicionado dentro da porta de um freezer, que foi deixado naquela unidade para ser entregue a um dos detentos.
 
Equipes de segurança estiveram na PCE e verificaram que não havia registro de entrada.  Diante dos fatos e da inconsistência das informações, todos os agentes penitenciários presentes foram conduzidos. No mesmo dia, a autoridade policial determinou a apreensão das imagens do circuito interno de monitoramente da unidade, que foram extraídas por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
 
Por meio dos depoimentos, da análise das imagens e conteúdo de aparelhos celulares apreendidos e ainda, da realização de diversas diligências, foi possível identificar e comprovar que três policiais militares foram os responsáveis pela negociação e entrega do freezer recheado com os celulares. 
 
Segundo a Polícia Civil, com a ciência do diretor e do subdiretor da unidade, os militares enviaram o aparelho congelador que era destinado a um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho.

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