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Sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

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Conselho Nacional de Justiça investiga desfile de crianças que estão na fila de adoção

Da Redação - Arthur Santos da Silva

24 Mai 2019 - 09:17

Foto: Agência CNJ

Conselho Nacional de Justiça investiga desfile de crianças que estão na fila de adoção
O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, instaurou, de ofício, pedido de providência para que a Corregedoria Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso preste informações a respeito de desfile de crianças que estão na fila de adoção, realizado no Pantanal Shopping, em Cuiabá, na última terça-feira (21).
 
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‘As críticas só mostram a ignorância sobre o processo de adoção no Brasil’, diz desembargador sobre repercussão de desfile


O evento foi autorizado pela juíza de Direito da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude, Gleide Bispo Santos, e teve o apoio da Comissão de Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso.
 
Ao instaurar o procedimento, o ministro Humberto Martins considerou a competência da Corregedoria Nacional de Justiça para receber e denúncias de qualquer interessado relativas aos magistrados e tribunais e aos serviços judiciários auxiliares. A corregedoria local tem um prazo de 15 dias para prestar as informações.
 
O evento se destacou de forma negativa em âmbito nacional. Atualmente, Mato Grosso tem 900 pessoas na fila de adoção, e 75 crianças aptas a serem adotadas. 
 
O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), afirmou que as críticas dirigidas ao evento só mostram a ignorância da população em relação ao processo de adoção no Brasil. 
 
"As críticas que estão sendo feitas só mostram um profundo desconhecimento da legislação de adoção no Brasil. As pessoas falam como se o evento tivesse tentado vender as crianças, mas isso é absolutamente mentira. A legislação não permite que isso seja feito, e para adotar é necessário fazer um cadastro, e passar por um longo processo burocrático. O evento fei feito somente para chamar atenção para a causa”, disse.
 
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) também se manifestou por meio de nota, afirmando que as crianças que participaram, desfilaram com seus padrinhos ou pais adotivos, e que a ideia do evento não era apresentá-las às famílias, mas sim chamar atenção para a causa.O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, instaurou, de ofício, pedido de providência para que a Corregedoria Geral de Justiça do estado de Mato Grosso preste informações a respeito de desfile de crianças que estão na fila de adoção, realizado no Pantanal Shopping, em Cuiabá, na última terça-feira (21).
 
O evento foi autorizado pela juíza de Direito da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude, Gleide Bispo Santos, e teve o apoio da Comissão de Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso.
 
Ao instaurar o procedimento, o ministro Humberto Martins considerou a competência da Corregedoria Nacional de Justiça para receber e denúncias de qualquer interessado relativas aos magistrados e tribunais e aos serviços judiciários auxiliares. A corregedoria local tem um prazo de 15 dias para prestar as informações.
 
O evento se destacou de forma negativa em âmbito nacional. Atualmente, Mato Grosso tem 900 pessoas na fila de adoção, e 75 crianças aptas a serem adotadas. 
 
O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), afirmou que as críticas dirigidas ao evento só mostram a ignorância da população em relação ao processo de adoção no Brasil. 
 
"As críticas que estão sendo feitas só mostram um profundo desconhecimento da legislação de adoção no Brasil. As pessoas falam como se o evento tivesse tentado vender as crianças, mas isso é absolutamente mentira. A legislação não permite que isso seja feito, e para adotar é necessário fazer um cadastro, e passar por um longo processo burocrático. O evento fei feito somente para chamar atenção para a causa”, disse.
 
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) também se manifestou por meio de nota, afirmando que as crianças que participaram, desfilaram com seus padrinhos ou pais adotivos, e que a ideia do evento não era apresentá-las às famílias, mas sim chamar atenção para a causa.
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