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Quarta-feira, 22 de maio de 2019

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Integrante de quadrilha questiona atuação de Gaeco em processo e pede anulação

Da Redação - Vinicius Mendes

16 Mai 2019 - 11:31

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Integrante de quadrilha questiona atuação de Gaeco em processo e pede anulação
O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, pediu que a Corregedoria Geral do Ministério Público do Estado de Mato Grosso informe se os promotores Arnaldo Justino da Silva, Samuel Frungilo, Marcos Aurélio de Castro, Marcos Bulhões dos Santos, Carlos Roberto Zarour César, Rodrigo de Araújo Braga Arruda e Kledson Dionysio de Oliveira eram vinculados ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) desde julho de 2014.
 
O pedido veio após um requerimento feito pela defesa de Renato Tiago Trevisan, preso durante a 'Operação Aquiles' em 2014, para que fossem anulados todos os atos praticados no Gaeco na fase judicial, sob o argumento de violação ao princípio do promotor natural.
 
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Os membros da quadrilha foram presos em 2014, pelo Gaeco, acusados de envolvimento em uma organização criminosa responsável por uma grande quantidade de roubos e adulteração de sinais em veículos em Mato Grosso.
 
O processo já se encontra em fase de alegações finais. No entanto, a defesa de um dos réus, Renato Tiago Trevisan, requereu que seja reconhecida a nulidade dos atos praticados pelo Gaeco na fase judicial, sob o argumento de violação ao princípio do promotor natural.
 
O Ministério Público se manifestou pelo não acolhimento do pedido de Renato, mas o juiz decidiu solicitar informações à Corregedoria do MP sobre a atuação dos promotores, e sobre as portarias que vincularam todos os promotores que atuaram no Gaeco, neste período.
 
“Desta forma, entendo por necessário para melhor análise do pleito defensivo, solicitar informações ao Corregedor Geral do Ministério Público para que informe se os promotores que praticaram os atos processuais, após o recebimento da denúncia, estavam vinculados, ou não, ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Estado de Mato Grosso – GAECO/MT”.
 
Operação Aquiles
 
De acordo com o Gaeco, a operação teve como objetivo o desbaratamento de uma organização criminosa que agia em Cuiabá e Várzea Grande praticando roubos de veículos. Só entre 2013 e 2014 estima-se que a quadrilha tenha sido responsável por mais de 200 roubos na região.
 
Entre os crimes praticados estão a adulteração de sinais identificadores de veículos e falsificação de documento público. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara do Crime Organizado da Capital e cumpridos por 200 policiais. A ação conta com apoio da Polícia Militar, Civil e também da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

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