Olhar Jurídico

Domingo, 25 de agosto de 2019

Notícias / Ambiental

Águas Cuiabá atende pedido de promotoria e entrega ao MP laudo de qualidade de água na capital

Da Redação - José Lucas Salvani

16 Mai 2019 - 10:30

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Águas Cuiabá atende pedido de promotoria e entrega ao MP laudo de qualidade de água na capital
A Águas Cuiabá entregou nesta quinta-feira (15) ao Ministério Público Estadual (MPE) os laudos que aferem a qualidade da água potável distribuída na capital mato-grossense entre os anos de 2014 e 2017. A entregua é em razão da investigação que será feita pela 17ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Mato Grosso quanto a presença de 27 agrotóxicos nas águas.

Leia mais:
Águas Cuiabá deverá explicar presença de 27 agrotóxicos no abastecimento na capital

Por meio de assessoria, a concessionária afirma que realiza análises físico-químicas e protocola os resultados no banco de dados do Sistema de Informação de Vigilância de Qualidade da água para Consumo Humano (Sisagua).

“Nosso foco diário é entregar água de qualidade às famílias cuiabanas. Todos nós, gestores e colaboradores da Águas Cuiabá, temos respeito e zelo pelo nosso trabalho e, sobretudo, por nossos clientes. Por isso nos prontificamos a responder aos questionamentos da Promotoria Ambiental o mais rapidamente possível, para que a população de nossa cidade tenha a certeza que a água da rede pública de abastecimento está dentro dos padrões legais de potabilidade e é apropriada ao consumo humano”, declarou o diretor geral da Águas Cuiabá, Luiz Fabbriani.

Investigação

A 17ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Mato Grosso abriu uma investigação para apurar a presença de 27 agrotóxicos nas águas distribuídas no município. Segundo dados do Sisagua, além da de Cuiabá, entre as capitais com contaminação múltipla estão Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

Por meio de nota, o Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon), defendeu que o levantamento feito entre 2014 e 2017 pelo Sisagua não tem padronização metodológica e tem conclusões precipitadas.
“O levantamento não fez uma análise pormenorizada da qualidade das informações inseridas no banco de dados e extrapola os valores informados. Foram contabilizados dados da água bruta, da água na estação após o tratamento e na própria rede de abastecimento; dessa forma, temos contabilizado, em alguns casos, um suposto resultado triplicado”, explica.

A Águas Cuiabá, por sua vez, afirmou que a água fornecida está nos padrões de potabilidade fixados pelo Ministério da Saúde e que realiza anualmente mais de 600 mil análises a fim de garantir segurança ao consumo humanos. "O conjunto de resultados comprova a qualidade da água produzida pela concessionária, imprimindo a confiabilidade necessária para que a água fornecida pela rede pública de abastecimento seja consumida", defende.

2 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Arthur
    16 Mai 2019 às 13:22

    Essas analises deveriam ser feitas por um laboratório independente, ai teríamos a certeza da qualidade da água distribuída. Feitas por funcionários não seriam confiáveis pois eles obedecem ordens dos superiores e escrevem o que eles mandam.

  • Oi?
    16 Mai 2019 às 13:06

    Só não dizem pra verificar quais condições e substâncias foram feitos os tais testes físico-químicos.

Sitevip Internet