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Domingo, 16 de junho de 2019

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Ledur chora ao assistir vídeo de treinamento em audiência e é defendida por bombeiro: “exigente”

Da Redação - Wesley Santiago/Da Reportagem Local - Fabiana Mendes

16 Abr 2019 - 16:08

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Ledur chora ao assistir vídeo de treinamento em audiência e é defendida por bombeiro: “exigente”
O bombeiro militar Rafael do Carmo Lisboa, testemunha de defesa da tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps, acusada de torturar e causar a morte do jovem Rodrigo Claro, em novembro de 2016, durante um treinamento da corporação, disse que ela era exigente, mas que diversos alunos se destacaram por conta da sua orientação e cobrança por um desempenho melhor. A denunciada chorou ao assistir o vídeo de um dos treinamentos da corporação.

Leia mais:
Coronel afirma que ‘caldos’ são comuns em treinamento e que bombeiros a ponto de se formar deveriam estar aptos
 
A audiência é realizada na 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar. A tenente foi às lágrimas ao assistir um vídeo do treinamento de alunos do Corpo de Bombeiros, apresentado pela defesa. Ela acompanha as oitivas junto com o marido, que também faz parte da corporação.

 

A testemunha de defesa da tenente disse que um dos requisitos da prova de aptidão física é nadar 25 metros em qualquer modalidade. “Tem aluno que nada cachorrinho, de costas, como achar melhor” comentou.  Além disto, revelou que tinha dificuldades com natação e altura. Por isso, fez treinamentos à parte.
 
Rafael ainda acrescenta que no seu curso havia 300 alunos e que teve a disciplina de salvamento aquático com Ledur, já quase no fim do curso. “A tenente era uma, senão a única, que fazia alguém com dificuldade fazer a ‘escolinha’ (espécie de reforço para os que estavam nos treinamentos)”.
 
O bombeiro ainda disse que alguns alunos apresentavam dificuldades em todas as áreas e que para eles eram disponibilizadas piscinas para auxiliá-los. Rafael, que agora é instrutor de mergulho, também citou exemplo de alunos que entraram com dificuldades e ganharam destaque por conta de orientação da tenente.

Caldos

O coronel João Rainho Júnior, do Corpo de Bombeiros, foi ouvido na tarde de segunda-feira (15), na 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar, como testemunha de defesa da tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps, acusada de torturar e causar a morte do jovem Rodrigo Claro, em novembro de 2016, durante um treinamento da corporação. Segundo ele, os chamados ‘caldos’ são comuns em situações como esta. Além disto, o militar pontuou que os alunos que estavam a ponto de se formar, deveriam estar aptos a enfrentar este tipo de situação.

O coronel citou que o ‘caldo’ é algo comum no treinamento, para simular que o bombeiro está sendo afogado pela vítima em um momento de salvamento. Além disto, pontuou que um aluno que está há pouco menos de um mês da sua formação, como era o caso de Rodrigo Claro, deveria estar apto a enfrentar este tipo de situação.

Como exemplo, o coronel relatou uma situação ocorrida com ele no Coxipó do Ouro, quando ele tentava fazer o resgate de alguém que o pegou pelo pescoço e o afundou.
 
A testemunha ainda acrescentou que existem vários alunos que entram para ser bombeiros e salvar vidas, enquanto que outros querem apenas ser servidor público e ter estabilidade. Neste último caso, ainda conforme o coronel, muitos acabam desistindo, muitas vezes se queixando dos treinamentos e dores.

O caso
 
Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e faleceu por volta de 1h40 do dia 16 de novembro de 2016. Ele teria sido dispensado no final do treinamento do curso dos bombeiros, após reclamar de dores na cabeça e exaustão. O jovem teria passado por sessões de afogamento e agressões por parte da tenente Izadora ledur.
 
O Corpo de Bombeiros informou que já no Batalhão ele teria se queixado das dores e foi levado para a policlínica em frente à instituição. Ali, sofreu duas convulsões e foi encaminhado em estado crítico ao Jardim Cuiabá, onde permaneceu internado em coma, mas acabou falecendo.

22 comentários

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  • Suzane
    17 Abr 2019 às 09:59

    Coitadinha!

  • Pesadelo
    17 Abr 2019 às 09:45

    Infelizmente, esse choro não convence nem a mim, nem a minha família. Tenho um parente muito próximo, que era da mesma turma do Rodrigo, e o mesmo também, tem sérios problemas de saúde. Não era só essa senhora que abusava de sua autoridade não, mas outros "professores" também. Só de lembrar das noites que oramos para que o nosso parente continuasse vivo, me desespero. O treinamento do filme Tropa de Elite, não é nem uma faísca, do que esses profissionais passam, mas como ouvimos de todos "É o sonho da minha vida". Infelizmente o sonho do Rodrigo e de sua família, se torno o pior pesadelo.

  • Maria Auxiliadora
    17 Abr 2019 às 08:52

    Não se iludam, ela chora de alegria e escárnio, pois sabe que está livre. Uma psicopata que usa a farda para cometer crimes e não ser punida.

  • Sílvio Lopes
    17 Abr 2019 às 08:35

    Então se fosse FILHO do coronel a vítima será que ele defenderia com a mesma veemência o caldo? Tem outros meios de preparar uma pessoa,eles fazem isso para satisfazer suas vontades de ter poder sobre outra pessoa ,satisfazer ego mesmo.Os deputados tem obrigação de fazer lei limitando esses abusos,isso é coisas de ultrapassados.

  • Daniel
    17 Abr 2019 às 07:36

    Acho que os superiores dela deveriam pedir para ela parar de chorar. Já que na corporação não pode ter gente fraca. Deveriam alguém chegar perto dela e gritar no ouvido dela dizendo "PARA DE CHORAR". Igual é feito nos treinamentos. Quantos ela não fez chorar nesses treinamentos mas mesmo assim eram humilhados por ela.

  • DOMINGOS SANTANA DA CRUZ
    17 Abr 2019 às 06:18

    PARA SER UM BOM PROFISSIONAL NÃO PRECISA SER HUMILHADO E TORTURADO,DIZER AGORA QUE ELA UMA SANTA E FÁCIL,AGORA DIGA ISSO A MÃE QUE PERDEU UM FILHO.

  • Comentarista
    17 Abr 2019 às 06:07

    Estão querendo virar a página, runf ja vi que isso não vai dar em nada.

  • Maria Clara
    17 Abr 2019 às 00:19

    Esqueceram de dizer que é filha de coronel da polícia militar!

  • ZE NINGUÉM
    16 Abr 2019 às 21:34

    SERIA INTERESSANTE UM SUPERIOR DELA GRITAR EM SEU OUVIDO. "PARA DE CHORAR, PARA DE CHORAR, PEDE PRA SAIR, PEDE PRA SAIR, SUA CHORONA, ENGOLE O CHORO .". ENTENDAM COMO BEM QUISEREM.

  • Lara
    16 Abr 2019 às 19:20

    Monstruosidade

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