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Segunda-feira, 22 de abril de 2019

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Juiz nega pedido de tenente Ledur para anular inquérito sobre morte de aluno soldado

Da Redação - Vinicius Mendes

11 Fev 2019 - 16:22

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Juiz nega pedido de tenente Ledur para anular inquérito sobre morte de aluno soldado
O juiz Wladymir Perri, da Décima Primeira Vara Criminal Especializada Justiça Militar, negou um pedido da defesa da tenente do Corpo de Bombeiros, Isadora Ledur Souza Dechamps, para que fosse anulado o inquérito da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apurou a morte de Rodrigo Claro em um treinamento aplicado por Ledur em novembro de 2016. A defesa alegou que não seria competência da Polícia Civil apurar o caso, já que ela é militar, mas o juiz citou que o processo não foi iniciado na Vara Militar.
 
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A defesa de tenente Izadora Ledur formulou o pedido requerendo a nulidade dos atos praticados pela Polícia Civil, e por consequência a anulação do processo e a invalidação de todos os atos praticados nos autos do inquérito policial. Eles alegam que por Ledur ser militar, não seria competência da Polícia Civil apurar o caso.
 
O juiz cita que o inquérito policial foi instaurado em 18 de novembro de 2016, para apurar a suposta prática de tortura que resultou na morte de Rodrigo Claro, atribuída à tenente Izadora Ledur e outros agentes do Corpo de Bombeiros, durante o treinamento de atividades aquáticas na Lagoa Trevisan, em Cuiabá.
 
A denúncia foi recebida em 27 de julho de 2017 pela Sétima Vara Criminal de Cuiabá. O Ministério Público pugnou posteriormente pela remessa dos autos à Décima Primeira Vara Especializada da Justiça Militar, em decorrência da Lei 13.491/2017, que ampliou a competência da Justiça Militar. Em 4 de abril de 2018 a Sétima Vara acolheu o pedido do MPMT. O juiz entendeu que os atos praticados antes disso devem ser preservados.
 
“Cabe ponderar que, em se tratando de lei processual que venha alterar regras de competência, tem prevalecido na jurisprudência o entendimento de que essa norma deve ter aplicação imediata aos processos em andamento. Por óbvio, devem ser preservados os atos decisórios e instrutórios praticados anteriormente, ao tempo em que a competência era da Justiça Comum”, disse o magistrado.
 
O Ministério Público pugnou pelo indeferimento do pedido da defesa de Ledur. O juiz não verificou qualquer vício ou violação ao disposto. Com relação ao argumento da defesa, sobre a licitude das provas juntadas no inquérito, que estariam em desrespeito à Constituição, ele também afirmou que não merece acolhimento e indeferiu o pedido da defesa de Ledur.
 
“Assentada a premissa de que não houve violação às exigências formais da Constituição, tampouco dos direitos fundamentais garantidos, não há que se falar que os elementos colhidos na fase inquisitorial são capazes de provocar resultado de julgamento dissociado da realidade da conduta da acusada. Aliás, muito pelo contrário, pois a Autoridade Policial que presidiu as investigações, conforme já demonstrado era competente à época dos fatos”, afirmou o juiz.
 
O caso
 
Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e faleceu por volta de 1h40 do dia 16 de novembro de 2016. Ele teria sido dispensado no final do treinamento do curso dos bombeiros, após reclamar de dores na cabeça e exaustão. O Corpo de Bombeiros informou que já no Batalhão ele teria se queixado das dores e foi levado para a policlínica em frente à instituição.
 
Ali, sofreu duas convulsões e foi encaminhado em estado crítico ao Jardim Cuiabá, onde permaneceu internado em coma, mas acabou falecendo. O corpo de Rodrigo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, mas análise preliminares não apontaram a real causa da morte e por isso exames complementares foram realizados, de acordo com a perícia criminal.

18 comentários

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  • Antonio Dos Santos
    04 Mar 2019 às 17:20

    Esperamos a justiça faça justiça contra essa criminosa ISADORA expulçando ela da corporaçao e prendendo ela para que ela pague pelo crike cometido o que parece só porque ela tem um pai que coronel da Polícia que num é bem visto no meio dos praças estao usando isso para cometimento de prevaricaçoes será se foce a filha do Zé Mané ou do Zé Ninguém sera que ela ia ter tanto apoio dessa forma?

  • lEAL
    12 Fev 2019 às 13:30

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Areal
    12 Fev 2019 às 11:30

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Chico Bento
    12 Fev 2019 às 11:30

    O processo está correndo normalmente. Porém ao final, é preciso provas cabíveis e verdadeiras sobre a acusação. Afinal de contas, se houve exageros, ela será reprendida conforme os estatutos da corporação e da justiça. Mas é preciso aguardar o decorrer do processo. Não podemos julgar ninguém, porém a justiça está fazendo a parte dela, não há o que reclamar!

  • Ten. Martins
    12 Fev 2019 às 10:27

    A imparcialidade desse meio de comunicação nesse caso é "gritante". As provas juntadas aos autos em favor da Izadora, nunca foram trazidas de forma clara a sociedade. Querem incriminar a menina de qualquer jeito, antes mesmo do Trânsito em julgado da ação. Esquecem que a maior condenação dela, é a sua própria mente. Não estou dizendo que ela está certa, mas ainda não existem provas suficientes que a tornam culpada. A sociedade é muito cruel! Que Deus proteja ambas as famílias envolvidas nesse caso!

  • alberto
    12 Fev 2019 às 09:05

    Interessante, essa moça tinha de assumir que estrapolou e torturou o rapaz...ele tinha dado sinais de estafa e psicologicamente abalado conforme os colegas que la estiveram. Eles não tem porque mentir, o problema é que por ser oficial há uma demora para se condenar. Ela de

  • GABRI
    12 Fev 2019 às 07:46

    Então pq a bonitona é militar poder ser assassina?? Tem que pagar pelo o que fez a senhora é uma vergonha pra nós mulheres, uma veronha pro estado

  • Lucinha
    12 Fev 2019 às 07:04

    Essa moça tá solta até hoje??????

  • A N D E R S O N 17
    12 Fev 2019 às 06:40

    Resumindo... ... É Oficial, não vai dar em nada! Só estão empurrando pra frente... Até cair no esquecimento!

  • Lobo
    11 Fev 2019 às 20:02

    Eu morreria por ela apaixonado.

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