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Empossado, novo presidente do TJ diz que não conta com hipótese de redução de duodécimo

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo / Da Reportagem Local - Érika Oliveira

19 Dez 2018 - 16:31

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Empossado, novo presidente do TJ diz que não conta com hipótese de redução de duodécimo
O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, que tomou posse como presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na tarde desta quarta-feira (19), declarou que não trabalha com a hipótese de corte ou manter congelado o repasse do duodécimo, e espera que o governador eleito Mauro Mendes (DEM) se sensibilize com as necessidades do Poder Judiciário.

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Em conversa com jornalistas minutos antes da cerimônia de posse da nova diretoria do TJ, Rocha explicou que o Poder Judiciário precisa de R$ 100 milhões a mais no próximo ano, para conseguir manter mais pelo menos 30 magistrados para atender a população do Estado.

“Vou ser breve. Se não tiver orçamento, não vamos conseguir prestar os serviços que a população merece. Temos hoje faltando 30 magistrados. Se não tiver duodécimo não vamos ter estes 30 magistrados e quem vai sofrer com isso é a população. Vou insistir, o governador é sábio e sensível. Ele não fará isso e vamos chegar ao denominador comum, pois ele sabe que o orçamento do judiciário é o mesmo há quatro anos”, disse o desembargador.

Ainda de acordo com o magistrado, o TJ precisará de algo em torno de R$ 100 milhões a mais a partir do ano que vem para manter mais juízes e servidores. Ele também afirmou que não trabalha com a hipótese de redução do duodécimo.

“Nosso orçamento é de R$ 1,16 bilhão e seria R$ 1,116 bilhão. São R$ 100 milhões a mais. Este valor serviria para pagar mais juízes, servidores. Um exemplo é que temos 30 cargos vagos de juiz. Com este valor já serviria para estes 30 magistrados. O Judiciário não trabalha com a hipótese de redução de forma alguma”, afirmou.

O novo presidente também declarou que novas medidas serão tomadas para garantir a segurança nos Fóruns em todo o Estado. “Vamos a partir do início do ano tomar várias medidas, algumas que já foram iniciadas e outras que vamos iniciar, como porta giratória, esteiras e vários outras para evitar qualquer acidente ou incidente dentro do Fórum”, finalizou.

Desde que foi eleito e teve acesso a situação financeira do Estado, Mauro Mendes tem afirmado que os Poderes, assim como cada cidadão terá que contribuir com o corte de gasto e que é impossível o aumento de despesa a partir do ano que vem.

Os desembargadores Carlos Alberto Alves da Rocha e Maria Helena Gargaglione Póvoas foram eleitos presidente e vice-presidente, respectivamente, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e Luiz Ferreira da Silva o corregedor-geral da Justiça para o biênio 2019/2020. Os magistrados foram eleitos por aclamação, no mês de outubro em decisão unânime.
 

14 comentários

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  • Servidor do Executivo
    21 Dez 2018 às 00:38

    A Justiça Brasileira é algo que inverte os valores de nossa sociedade! O pobre honesto leva a pior, enquanto o criminoso de colarinho Branco sempre se saí bem! Os juízes parecem déuses da petulância e da soberba. Eu confio em Deus que eu nunca terei que depender deste povo que vivem em seu mundinho fechado!

  • Servidor do Executivo
    21 Dez 2018 às 00:38

    A Justiça Brasileira é algo que inverte os valores de nossa sociedade! O pobre honesto leva a pior, enquanto o criminoso de colarinho Branco sempre se saí bem! Os juízes parecem déuses da petulância e da soberba. Eu confio em Deus que eu nunca terei que depender deste povo que vivem em seu mundinho fechado!

  • servidor
    20 Dez 2018 às 13:13

    Sem contar que pedem , pedem , não abre mão dos penduricalhos ai perguntamos como andam os processos empoeirados nas prateleiras , que nivel estão os serviços de nossa justiça , pergunta se o povo que paga o salario dessa galera esta satisfeito..eles não estão nem ai ...olhem os recessos desse povo , emendam feriados sem qualquer receio e muitas vezes prolongam eles acima do que é permitido ...a nossa justiça é essa ...

  • Areal
    20 Dez 2018 às 13:10

    A sociedade não espera outra coisa vindo dessa casta do judiciário , ai os barões do agro não abrem mão e no fim o governador vai criar imposto e bater no lombo dos que ganham menos , lhe tirando cada veis mais ...o servidor do executivo por exemplo ganha seu salario no fim do mês e com ele tem que se quiser ter plano de saude pagar , contas em geral , lazer , educação dos filhos , alimentação e por ai vai ....essa turma não , tem milhares de auxilios onde seus salarios fim do mes esta limpo e cristalino em suas contas...resta sabermos se Mauro Mendes eleito , vai governar para o povo ou para essas meia duzia de egoístas que temos em nosso estado

  • alexandre
    20 Dez 2018 às 10:52

    Usa o funjuris

  • AVANÇA LOGO MT
    20 Dez 2018 às 10:49

    NOS CASOS CIVIS É NECESSÁRIO MAIS CONCILIAÇÕES PORQUE PROCESSOS FICAM MOFANDO NAS PRATELEIRAS A ESPERA , TEM ADVOGADO QUE RECEBE E DESAPARECE PORQUE É UMA DEMORA SEM FIM, ISSO É JUSTIÇA ??

  • AVANÇA LOGO MT
    20 Dez 2018 às 10:47

    O JUDICIÁRIO PRECISA SER MAIS ACESSÍVEL ,DEPENDER DE ADVOGADOS QUE PERDEM OS PRAZO COMO VEM ACONTECENDO É MUITO AMARGO ,PROCESSOS MOFANDO NAS PRATELEIRAS ,SEJAM MAIS TRANSPARENTES ACESSÍVEIS E EFICIENTES E ASSIM MAIS JUSTOS É UM PEDIDO DE SOCORRO MESMO !!!

  • alexandre
    20 Dez 2018 às 07:35

    Reforma no judiciário, aumento de 16% e manutenção do auxílio moradia, tem que reduzir..

  • Antônio
    19 Dez 2018 às 20:38

    A cada dia percebo que o poder judiciário presta um desserviço à sociedade... quantos menos melhor.... até à extinção do poder judiciário

  • Olavo
    19 Dez 2018 às 18:05

    simplismente "uma casta privilégiada"

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