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Com dívidas de R$ 2 bi, Seara pede recuperação judicial; empresa tem 2º maior terminal ferroviário de MT

Da Redação - Ronaldo Pacheco

01 Mai 2017 - 10:52

Foto: Bonde

Com dívidas de R$ 2 bi, Seara pede recuperação judicial; empresa tem 2º maior terminal ferroviário de MT
A Seara Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários entrou com um pedido de recuperação judicial por conta de mais de R$ 2 bilhões em dívidas e atinge o Terminal Ferroviário de Itiquira – 364 quilômetros de distância, ao Sul de Cuiabá. É o segundo maior terminal ferroviário de Mato Grosso e, também, o segundo maior do grupo – atrás apenas de Paranaguá (PR).
 
Reportagens de diferentes veículos de comunicação, como a revista Exame e o jornal Gazeta do Povo (do Paraná), dão conta de que a relação comercial com a antiga América Latina Logística (ALL), atualmente Rumo Logística, contribuiu para o endividamento do grupo  empresarial.

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Isso porque o terminal da Seara, em Itiquira, foi praticamente engolido pelo terminal da Rumo Logística, em Rondonópolis (MT). O terminal da Seara chegou antes, com capacidade para transportar até 4,5 milhões toneladas de grãos, sustentado em um acordo operacional com a ALL, que mais tarde construiu um terminal em Rondonópolis e desviou para lá quase toda a carga e o transporte ferroviário de grãos do Mato Grosso.
 
Além disso, em diversos outros terminais há relatos de atrasos e descumprimento na alocação de vagões para o transporte de grãos contratados pela Seara.
 
Com terminais multimodais no Paraná (Londrina, Maringá e Paranaguá) e Mato Grosso (Itiquira), além de escritórios e filiais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, uma frota própria e agregada de centenas de caminhões e de vagões ferroviários, a Seara controla uma das principais estruturas logísticas de transporte de grãos do país.
 
Entre as principais operações, além do mercado de grãos, a logística multimodal e integrada, a Seara atua com indústrias de ração pet e de milho. Até o início da atual década, era responsável pelo escoamento de quase 20% da safra de grãos de Mato Grosso.
 
Com mais de 800 funcionários e um faturamento que já atingiu R$ 3,5 bilhões, a recuperação judicial foi o caminho encontrado pela empresa para reestruturação econômica e financeira. A manutenção das unidades e dos serviços se apresenta como condição ao pagamento do seu passivo.
 
Com estruturas modernas e estrategicamente distribuídas, a empresa é quase que condição ao escoamento da produção em suas áreas de atuação e distribuição. A reestruturação, portanto, se apresenta como fundamental ao pleno desenvolvimento do agronegócio nas regiões onde está presente.
 
O Brasil evoluiu em produção, tecnologia e conquistou o mercado exportação. Mas ainda utiliza muito pouco as ferramentas de proteção de cotação e produção. Derivativos, hedge e mercado futuro, garantias de preço e câmbio, essenciais em um mercado globalizado e dolarizado. Assim como é possível mitigar os risco do clima, seja com manejo ou tecnologia, também é possível controlar ou reduzir os riscos econômicos e financeiros.
 

3 comentários

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  • Ane
    04 Mai 2017 às 14:38

    Essa Seara não é a Seara alimentos, não tem nada a ver uma com a outra, pediram recuperação judicial mandaram centenas de pessoas embora e não estão pagando o acerto do pessoal e não estão pagando tambem o pessoal que não foram demitidos

  • Célio Lopes
    02 Mai 2017 às 05:56

    Foi o cachê da Fátima Bernardes que quebrou a Seara..... hehehe

  • bento
    01 Mai 2017 às 18:38

    engraçado no brasil,as empresas passam anos ganhando bilhoes e depois pede recuperaçao judicial,aonde foi parar o lucro q teve no passado,,,me poupe piada..

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