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Consultora de curso de marketing jurídico afirma que advogados ainda não sabem "vender" a profissão

Da Redação - Lázaro Thor Borges

15 Jun 2016 - 17:45

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Ana Lúcia Ricarte

Ana Lúcia Ricarte

“O advogado não discute os problemas dele, as vezes ele é muito arrogante, acha que sabe tudo”, dispara a consultora e especialista em Marketing Jurídco Ana Lúcia Ricarte, que será uma das palestrantes no curso “Sustentação Oral, Gestão de Marketing e Gestão de Imagem" para advogados e demais profissionais do Estado. 

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Ana Lúcia Ricarte é taxativa: falta qualificação no ramo do Direito em Mato Grosso. A especialista aponta que a dificuldade do advogado em reconhecer os seus defeitos é uma das grandes barreiras para se elevar o nível técnico dos profissionais do Estado. O curso “Sustentação Oral, Gestão de Marketing e Gestão de Imagem” nasceu da inquietação da especialista em tentar mudar este cenário.

Ana Lúcia conta que temas como o “Marketing Jurídico” e a oratória são muitas vezes negligenciados nas universidades públicas e particulares, o que acaba provocando uma defasagem e uma seqüência de erros por parte de muitos profissionais. Ricarte relata que os advogados não sabem vender a profissão que exercem e, muitas vezes, acabam tomando decisões que os distanciam dos clientes.

“Nós [advogados] temos uma profissão, mas não sabemos vender a profissão. A universidade não forma o estudante para que ele consiga planejar e vender o seu trabalho, é uma formação restritamente técnica”

A consultora explicou ao Olhar Jurídico que há uma diferença grande entre a “captação” e a “prospecção” de clientes. A captação, que é proibida pelo Código de Ética, é muitas vezes utilizada pelos advogados como uma maneira rápida e fácil de se chamar a atenção de quem precisa de serviços jurídicos.

“Nós muitas vezes vemos material de propaganda de extremo mau gosto ou incoerente com o que permite a legislação porque o advogado não se dá ao trabalho de procurar alternativas em relação àquilo” afirma a especialista.

A prospecção, no entanto, é uma maneira bem mais elegante e eficaz de se chamar a atenção de clientes. Uma das dicas ofertadas por Ana Lúcia é a constante elaboração de conteúdo jurídico e literário por parte dos advogados. Segunda ela, a presença on-line, se for através da oferta de conteúdo de qualidade, tem potencial para chamar atenção das pessoas positivamente.

“No curso ensinaremos como o profissional pode fazer essa prospecção de uma maneira mais inteligente e planejada; pode-se, por exemplo, utilizar a internet ao nosso favor sem ferir o Código de Ética, utilizando ferramentas como o blog, a rede social e os jornais”, argumenta. 

A prática da escrita, de acordo com a consultora, é também muito negligenciada pelos profissionais. Ela analisa que atualmente muitos advogados se negam a escrever artigos e textos voltados ao público. No entanto, além de promover o autor, o texto serve também de utilidade pública uma vez que estimula de maneira positiva quem lê.

“Hoje em dia os advogados não escrevem, no passado, os jornais eram escritos por advogados, hoje não se faz mais isso. Se o advogado tem um blog, um Facebook com bons textos, ele faz daquilo uma vitrine, algo que chama a atenção. Você contrataria um advogado porque ele tem a cara em um outdoor ou porque ele se apresenta bem e escreve bem?”, pergunta a consultora.

Apesar disso, a preocupação em captar clientes novos muitas vezes faz o profissional abandonar os antigos. Por isso é importante que o advogado procure sempre restabelecer contato com os clientes inativos, àqueles a quem ele já prestou serviços jurídicos mas que ainda não retornaram ao escritório.

“Ele [o advogado] não deve ser preocupar tanto com o aumento na carteira de clientes, é importante também contatar os clientes inativos, fazer uma ligação, convidá-lo para que venha até o seu escritório, tentar reativar os vínculos, até porque essa é uma solução mais rápida, já que há mais contato entre o advogado e o cliente antigo do que em relação ao futuro cliente, o qual ainda precisa ser convenido”, alerta a consultora.

Quem quiser saber mais e descobri novas técnicas e habilidades no campo do Marketing Jurídico basta entrar em contato pelo telefone (65) 3644 7444 ou pelo whatsapp através do número (65) 9638 3036. O curso possui vagas limitadas para 50 pessoas, portanto, é importante garantir logo a sua. Outro endereço de contato é o e-mail atendimento@analuciaricarte.adv.br. 

6 comentários

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  • Milton
    16 Jun 2016 às 21:25

    Obrigado dr. Reinaldo!Sou advogado militante há 32 anos! Escritorio em Cuiabá e Rondonopolis, mas com militancia em todo Estado.

  • DR. REINALDO CELSO BIGNARDI
    16 Jun 2016 às 08:51

    Parabens Milton. Não sei quem é voce, mas cumprimento-lhe a agradeço-lhe por essa sua manifestação, que é exatamente o que também penso. A verdade é uma só, NÃO EXISTE MILAGRE E NEM ALGUMA FORMULA MÁGICA para que o ADVOGADO consiga êxito e ou sucesso em sua profissão, pois acima de tudo ele tem que estudar, ser dedicado, competente e honesto. Dr. Reinaldo Celso Bignardi - OAB/SP-60.348 e OAB/MT-3.561-A (FORMADO EM 1979 EM SÃO PAULO)

  • Milton
    16 Jun 2016 às 08:28

    Por disposição constitucional o advogado é indispensável à administração da justiça (eu prefiro só "ministração), em seu ministério presta serviço público e exerce função social! Portanto, não mercantiliza, não tem de vender nada, porque trabalha com a liberdade, a vida, a esperança, o patrimônio e com a dignidade das pessoas! A forma de angariar clientela é se fazendo competente e isso só se consegue com estudo, não há mágica!

  • Jose maria
    16 Jun 2016 às 07:37

    Olha Ana,gostaria de acrescentar quase todos formandos , precisa fazer um curso de lidar com seus clientes, olha tem médicos etc, sao péssimos em relação com ser humano eles acha que são Deus.

  • evany
    15 Jun 2016 às 20:34

    Felizmente existem profissionais como vc

  • thiago
    15 Jun 2016 às 19:02

    tem uma coisa que atrapalha os novos advogados em conseguir clientes, ela é advogados que já foram servidores de altos cargos, ou seja, quem é que vai pegar um jovem advogado com menos de 1 ano de carteira, com um que já foi autoridade maxima no judiciario ou já foi servidor publico importante, e que tem salario fixo e pode fazer o escritorio ficar 3 meses sem ter 1 cliente, ai não dá, a oab deveria olhar esse lado, não? agora, o texto em que ela diz que o advogado tem que saber escrever, publicar e tarará não é errado, porem, para competir nesse mercado tao desleal é complicado

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