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Sábado, 14 de dezembro de 2019

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Juiz estende blindagem de empresa em recuperação judicial por dívida de R$ 2,9 milhões

Da Redação - Arthur Santos da Silva

12 Jan 2016 - 12:02

Foto: Reprodução

Magistrado Flávio Miraglia Fernandes

Magistrado Flávio Miraglia Fernandes

O magistrado Flávio Miraglia Fernandes, da Primeira Vara Cível de Cuiabá, acolheu pedido de prorrogação de prazo de blindagem rogado pela empresa Reprikids Comércio de Confecções e Brinquedos, em recuperação judicial por uma dívida de R$ 2.972.281,71. A decisão, estabelecia no dia 4 de dezembro, é válida até a assembléia geral para aprovação do Plano de Recuperação.

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Conforme os autos, a Reprikids relata que em 2007, após a abertura da empresa no segmento infantil, foi feita a captura de recursos junto a instituições financeiras, conseguindo expandir o negócio, porém, depois de certo tempo, a concorrência de grandes magazines afetou demasiadamente nas vendas mensais, prejudicando o fluxo de caixa.

Ainda segundo o processo, as empresas também foram atingidas na elevação das altas taxas de juros impostas nas operações de créditos, bem como pela política institucional das instituições bancárias de oferecerem créditos na modalidade de empréstimos.

O procedimento jurídico chamado Recuperação Judicial visa recuperar economicamente o devedor assegurando-lhe os meios indispensáveis à manutenção das empresas com a finalidade de proteger a atividade empresarial e a fonte produtora de empregos, receitas e tributos.

A blindagem impede a inclusão de nomes nos órgãos de restrição ao crédito.

3 comentários

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  • bebeto
    13 Jan 2016 às 09:00

    Nao entendi o que essa materia tem a ver com a SEJUDH.

  • Milkao
    12 Jan 2016 às 21:44

    Agora aondeeeee.....virou moda, coqueluche. ....tudo esquema! O juiz nomeia im advogado tal e/ou escritório, e ai já viu! Deixa a coisa subir um pouco, vai cair tudo, estaca zeroooo....Já já aparece cueio nesse mato!

  • Branco
    12 Jan 2016 às 14:23

    Excelente notícia. Diante do grave quadro de crise que enfrentamos e a completa falta de sensibilidade das instituições financeira en negociar dentro do prazo estipulado pela justiça, é bom saber que o magistrado teve bom senso e está preocupado em manter o espírito da lei que é o de proporcionar condições para que as empresas se recuperem. Essa esparrela disseminada pelo mercado financeiro de que todos que se socorrem da lei são mal intencionados tem por objetivo intimidar e sufocar a todos, para que, em muitos casos, anos de trabalho sejam entregues aos bancos que ganham dinheiro com o suor dos outros. Para evitar que a lei seja usada de maneira indevida existe a fiscalização do MP. Para que o empresário seja fiscalizado em sua atividade existe a figura do adm. judicial. E para julgar eventuais ilicitudes, existe o magistrado. O resto é conversa de banco.

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